
Máscara de uma percepção exata de si mesma
Célia
pensava que conhecia a si mesma. Ela ficava ofendida pela sugestão de que
poderia ter alguma responsabilidade no que estava acontecendo em sua vida. Ela
contava, em vívido detalhes, as histórias de constantes abusos que sofria nas
mãos de outras pessoas. Seu foco era o comportamento das pessoas em relação a
ela, pois ela entendia que a mudança necessária era uma mudança fora dela.
Máscara de provações e testes
Célia
não tinha uma percepção exata de si mesma e de seu pecado, por isso tinha a
tendência de chamar de provações as consequências naturais de suas escolhas e
ações.
Máscara das necessidades
Célia
enxergava a si mesma como necessitada. Ela se via como alguém que passara a
maior parte da vida carente de alguma coisa. Ela dizia que os problemas de sua
vida eram resultado direto de suas necessidades. Ela dizia: “Se pelo menos eu
tivesse tido____________, então eu teria sido capaz de____________”. Sua
necessidade revelava mais a respeito de quem ela era do que a respeito do que
fazia falta a ela.
Se
você quer realmente conhecer aquilo que é importante para você e sua família,
descubra aquilo que você se sente necessitado. Os valores tornam-se desejos, os
desejos tornam-se em exigências e as exigências são apresentadas como
“necessidades”. Tudo que você necessita na verdade é a única coisa que você não
almeja: Deus!
Máscara do conselho sábio
Célia
só citava as pessoas que concordavam com sua visão de vida e apoiavam as
decisões que ela tomava. Ela não citava ninguém que tivesse discordado dela.
Máscara do discernimento pessoal
Ela
gastava muito tempo analisando as coisas e sentia que era inútil. Estava sempre
buscando sentido em sua vida. Suas análises e interpretações da vida eram
feitas através de uma perspectiva induzida pelos seus desejos (subjetiva) do
que uma análise objetiva (Escrituras). Possuía uma expressão de idolatria e não
de fé.
Máscara do senso de valores
Célia
pensava que sabia o que era importante em sua vida. Em seus relacionamentos ela
apresentava uma longa lista de exigências silenciosas, mas não estava ciente de
quão crítica e sem misericórdia ela era quando as pessoas não cumpriam essas
exigências. Ela tinha colocado sua identidade nas mãos das pessoas.
Máscara do conhecimento teológico
Célia
conhecia bastante as Escrituras e as doutrinas da fé, porém, seu conhecimento
lhe causou quatro prejuízos. Primeiro, ela pensava que suas interpretações da
vida estavam corretas devido ao conhecimento bíblico que possuía. Segundo, ela
se achava uma crente madura e ficava ofendida se alguém a tratasse como alguém
que ainda precisasse de ensinamentos bíblicos. Terceiro, sua atitude era sempre
de: “Eu já sabia disso e já experimentei isso”. Quarto, ela pensava que não era
culpada pelos seus problemas, pois sempre “sabia o que era certo e sempre fazia
o que era melhor”.
Seu
conhecimento obscureceu sua responsabilidade pessoal e a convicção do pecado.
Seu conhecimento bíblico não tinha aplicação em sua vida diária.
Máscara da santidade pessoal
Célia
se orgulhava de sua casa bem arrumada, de sua pontualidade, de se lembrar do
aniversário de cada amigo, dos livros cristãos que ela havia lido, seu controle
financeiro e sua disposição para ser voluntária. Todavia, era ciumenta, irada,
crítica, amarga, vingativa e lhe faltava misericórdia.
Máscara do arrependimento
Célia
pensava que ir à igreja ou participar de reuniões de oração era equivalente ao
arrependimento, como um ato de penitência, um tipo de “Indulgência
Protestante”. Sua vida não produzia frutos de arrependimento, pois ela não
tomava iniciativa de mudança. Ela continuava com os comportamentos pecaminosos
e destrutivos.
Muitas
pessoas pensam que a obra redentora de Jesus parou no perdão dos seus pecados,
ou seja, estão sempre se declarando pecadoras e miseráveis, como um ato de
penitência, um tipo de “Indulgência Protestante”, mas não têm nenhuma perspectiva
de mudança e crescimento em santidade que a nova vida em Cristo proporciona a
elas. Sua participação em programações da igreja se assemelha com aqueles que
vão ao confessionário do catolicismo Romano.
Abrir
os olhos dos cegos está no centro da obra redentora de Cristo e somente Jesus é
capaz de abrir os olhos da sua igreja (Is 35:5; 42:16; 59:9,10; Mt 11:5). Fiquemos
atentos em sua Palavra e sua disciplina que está sendo aplicada a igreja neste
exato momento.