quinta-feira, 26 de março de 2026

Principais movimentos da agenda esquerdista

Muitos líderes cristãos estão mais preocupados com a aprovação cultural do que com a fidelidade bíblica. Ideologias progressistas financiadas por bilionários e fundações com agendas distantes do evangelho tem influenciado diretamente instituições de educação e religiosas. 

Há cristãos que se envergonham do evangelho a ponto de sussurrarem timidamente as verdades bíblicas. Muitos pastores estão matando as ovelhas de fome para apaziguar bodes (Jo 10:12-13). Estes sussurram verdades, enquanto um verdadeiro exército de lobos treinados está se infiltrando sorrateiramente entre as ovelhas e gritando suas ideologias progressistas. 

Você sabia que movimentos da agenda esquerdista estão se infiltrando em ministérios e igrejas? Estes movimentos estão percebendo que em vez de continuarem se opondo às igrejas, eles precisam agora cooptá-las, se apropriando dos valores cristãos para fortalecer a agenda progressista fazendo com que o evangelho seja reduzido a um mísero programa transformador de estruturas sociais de ímpeto marxista. Principais movimentos: 

  • Movimento verde
  • Imigração ilegal
  • Aborto
  • Vacina (Covid-19)
  •  Justiça racial (“Supremacia branca”)
  • Abuso sexual entre adultos (diferença de poder)
  •  Ideologia de Gênero (Movimento LGBTQIA+)

 1. MOVIMENTO VERDE 

As políticas dos movimentos ambientalistas veem a multiplicação frutífera da humanidade, que a Bíblia descreve como uma bênção (Gn 1:28; 9:1), como uma espécie de praga sobre a terra. Este movimento culpa as atividades humanas de cultivar alimentos na Terra como algo preocupante as mudanças climáticas, rebaixando a importância da humanidade como ápice da criação de Deus (Sl 8) em comparação ao meio ambiente. Estes mesmos ativistas ambientais são os mesmos favoráveis a reduzir a população por meio do aborto, ou seja, querem preservar o verde, mas focam em destruir (e não preservar) a vida humana. 

Em 2021, uma pesquisa conduzida por cinco universidades do Reino Unido entrevistou dez mil estudantes e constatou que quase 60% pensam que a humanidade está condenada por causa das mudanças climáticas. Mas, o cientista da NASA Dr. Roy Spencer disse que a maioria dos cientistas concorda que as médias de temperatura aumentaram ligeiramente nos últimos 150 anos, mas que não concordam o quanto os humanos estão contribuindo ou quão grave é essa ameaça. 

O fato é que por ano, morrem 98% menos pessoas hoje em dia em causas relacionadas ao clima do que há cem anos. Em 2017, o Climategate 2.0 admitiu que o aquecimento da temperatura parecia ter estagnado. Muitas narrativas baratas são vendidas por meio de manipulação da mídia como argumentos para ações governamentais autoritárias. E como resultado prejudicam a economia de muitos países, principalmente as mais pobres. 

Em 2019, o Sri Lanka era uma nação em ascensão, mas três anos depois, sua economia entrou em colapso deixando 30% da população faminta devido a uma política verde que proibia a importação de fertilizantes químicos e pesticidas. Na mesma época o governo holandês anunciou um plano para comprar compulsoriamente três mil fazendas para reduzir 30% do gado em atendimento as regulamentações de carbono da União Europeia (ao que parece, as vaquinhas agora são o inimigo número um do clima). 

Em 2019, o país africano Gana, também estava com sua economia em ascensão, mas logo fez acordo com o Banco Mundial para diminuir a poluição proveniente da queima de petróleo mudando para energia solar e hidrelétrica. Esse banco desestimulou um país africano em desenvolvimento a desistir de sua enorme fonte de riqueza que transformaria a vida das gerações futuras. Em 2021, sem eletricidade, o país passou por apagões e os agricultores não conseguiam mais acessar água para irrigar as plantações que já estavam diminuindo devido ao uso de fertilizantes orgânicos menos eficazes que eram exigidos pelos compromissos climáticos do Acordo de Paris. 

Não é errado ponderarmos sobre esse assunto e cuidarmos do meio ambiente, errado é fazer acordos sobre políticas ambientais como um teste de fidelidade bíblica se utilizando de frases como “ame seu próximo” quando estes mesmos se utilizam de carros elétricos que precisam de baterias íon-lítio que requer cobalto, que atualmente é extraído do solo por escravos no Congo, incluindo crianças. Esta é a hipocrisia verde! 

2. IMIGRAÇÃO ILEGAL 

Existem atualmente 22 milhões de estrangeiros ilegais vivendo nos EUA (fonte Yale e MIT), quase 7% da população. Segundo o Escritório de Contabilidade do Governo dos EUA imigrantes ilegais encarcerados foram responsáveis pela morte de 33 mil pessoas entre 2010 e 2015. Se a média estiver certa, nos últimos treze anos esse número poderia ultrapassar 85 mil. O Serviço de Pesquisa do Congresso americano descobriu que nos primeiros dez meses de 2023, agentes de fronteira apreenderam mais 110 mil menores desacompanhados, e que cerca de 75 a 80% deles eram vítimas de tráfico. 

A Bíblia ensina que devemos ser gentis com o estrangeiro (Êx 22:21; Lv 19:34; Mt 25:35), mas ela também ensina que a bondade para com o peregrino não deve ser injusta com os cidadãos locais e sua cultura específica. Não é errado querer conservar o que é verdadeiro, bom e belo. Assim como Paulo ensinou a igreja a distinguir o tipo de viúvas que deveriam ser assistidas (1Tm 5), existem contextos que não é errado uma nação discernir entre aqueles estrangeiros como Rute e Raabe que eram estrangeiras que pretendiam assimilar e abençoar Israel daqueles estrangeiros que não pretendem assimilar a cultura e abençoar. Rute era uma moabita que foi morar em Israel dizendo para sua sogra que: “o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus”. As nações ocidentais devem ponderar se a ideologia dos imigrantes é compatível com os valores democráticos. As Escrituras não exigem que sacrifiquemos a soberania nacional. Deus não se opõe as fronteiras, pois ele as inventou (At 17:16). 

Acolher o estrangeiro não exige que abandonemos o bom senso e a prudência em estabelecer limites e critérios para recebê-los. Pois, se incentivarmos a imigração não regulamentada recompensando aqueles que ignoram as leis do país e não garantir a segurança dos cidadãos iremos nos tornar em pouco tempo um país semelhante aos países que estes imigrantes têm fugido. 

3. ABORTO (Movimento pró-vida) 

Infelizmente a narrativa pró-aborto vem inculcando uma mentalidade cultural de que os bebês são um obstáculo fundamental a realização feminina, legitimando cada vez mais uma cosmovisão errônea e egocêntrica de que a realização profissional e a riqueza material proporcionam mais satisfação às mulheres do que formar uma família. 

Casamento e família são muito mais importantes para a felicidade das mulheres do que o sucesso profissional. Quem acredita que um bebê nos impede de ter uma boa vida está desobedecendo a ordem do mandato social estabelecido por Deus em Gênesis 1:26-28 e 2:18-25. 

Este movimento tem repreendido a igreja de não se esforçar o suficiente para ajudar as mulheres em risco, pois sua falta de cuidado cristão tem levado mulheres escolher a morte (aborto). Este movimento tem alegado que ser pró-vida não é somente dizer não ao aborto, mas é ser pró-toda-a-vida. Para eles, proibir o aborto só seria moralmente legítimo se ao mesmo tempo expandissem o estado de bem-estar social e a esperança. Seria o mesmo que dizer a Princesa Isabel que assinou a Lei Áurea em 13.05.1888 e a Abraham Lincoln que o fim da escravidão só valeria a pena se também anunciassem um salário mínimo obrigatório e um programa de bolsas de estudo para escravos. Algo louvável, mas que de forma alguma altera a maldade da escravidão ou o bem de acabar com ela. 

Nos últimos anos, nos EUA, 82 mil voluntários em quase três mil centros pró-vida em todo o país atenderam por ano cerca de dois milhões de clientes, mais de três vezes o número de aborto realizados. Em 2019, os centros pró-vida forneceram 270 milhões em serviços e bens para mulheres em risco, incluindo cuidados médicos, educação e itens para bebés, como fraldas, cadeirinhas de carro e roupas. Infelizmente não tenho estes dados específicos com relação ao Brasil. 

O teólogo R.C. Sproul certa vez disse: “Eu nunca votaria em um candidato para qualquer cargo, incluindo o de gari, que fosse pró-aborto”. Ele está certo. Muitos cristãos deixam de votar em um candidato que usará seu poder para restringir o aborto por questões triviais e pessoais. No Brasil cristãos deixaram de votar em Bolsonaro simplesmente porque ele falava palavrão. Sabemos que ele prestará contas de suas palavras a Deus, porém, sua plataforma de campanha protegia as crianças do aborto e da ideologia de gênero. Nos EUA, muitos líderes religiosos foram favoráveis a Biden (incluindo Tim Keller) mesmo sabendo que ele prometia defender o acesso ao aborto, expandir o poder LGBTQ e eliminar as proteções à liberdade religiosa. 

Este movimento também alega que ser pró-vida é também impor controle de armas. Estes alegam que crianças mortas com arma de fogo são vítimas daqueles que defendem direitos às armas. Uma coisa não tem nada a ver com outra. Em todos os lugares é ilegal atirar em crianças, e ninguém está defendendo essa posição. O direito de assassinar uma criança através do aborto não é de forma alguma análogo ao direito de possuir uma arma usada para autodefesa. Isso serve apenas para minimizar o horror único do aborto que já tirou milhões de vidas. 

Qual voto é mais moralmente comprometedor para o cristão, o que coloca o poder nas mãos daqueles que prometem permitir que inocentes sejam condenados à morte, ou o que investe poder naqueles que prometem encontrar uma maneira de resgatar inocentes?  Iremos nos submeter passivamente ao programa esquerdista de sujeitar crianças confusas a cirurgias que desfiguram permanentemente seus corpos dados por Deus? Quando colocamos no cargo representantes que se comprometem a sentenciar inocentes a morte, na quantidade de centenas de milhares todos os anos, somos responsáveis de participar de suas perversidades. 

4. VACINA 

Muitos estudos internacionais mostraram que as máscaras impostas durante a pandemia não impediam a propagação da Covid-19. As máscaras não surtiam efeito algum, exceto aumentar a taxa de dislexia de distúrbios de fala em crianças pequenas. Muitos disseram que tomar vacina era sinônimo de amor ao próximo. Mas, revelações posteriores a pandemia mostraram que as vacinas sequer preveniam a transmissão. Foi comprovado que tanto vacinados quanto não vacinados poderiam transmitir o vírus. 

O pior é que a classe trabalhadora foi a mais afetada. Um relatório da ONU de março de 2021 estimou que 228 mil crianças morreram de fome no Sul da Ásia devido às interrupções causadas pelo lockdown. O Banco Mundial divulgou um relatório sugerindo que quase 100 milhões de pessoas adicionais foram lançadas na pobreza devido à perda de renda. 

Muitos líderes religiosos foram pressionados a convencer as pessoas religiosas a aceitarem as narrativas do governo sobre a Covid-19. É função do clero chamar os membros da igreja a confiar na ciência? (ver 2Cr 16:12). 

Interessante observar que até dezembro de 2012, mais americanos haviam morrido de covid-19 sob a administração de Biden do que sob a administração de Trump, apesar de do fato de Biden ter herdado múltiplas vacinas e outra infraestrutura federal par ajudar a mitigar a propagação do vírus. 

5. RACISMO 

A Teoria Crítica da Raça (TCR) é um movimento acadêmico e ativista surgido nos EUA. A teoria tem por base pressupostos antibíblicos de teorias marxistas. Os brancos são vistos como opressores obtendo vários tipos de riquezas e oportunidades por meio de seu privilégio, ou seja, apenas por serem brancos. 

Nessa teoria o individualismo e responsabilidade pessoal são racistas, então o coletivismo é a solução para o racismo. O coletivismo é a teoria marxista que prioriza o bem percebido do grupo sobre a liberdade e os direitos de propriedade do indivíduo. Se os brancos são os opressores e as minorias são as oprimidas, a luta entre grupos raciais toma o lugar de classes de Marx. 

Karl Marx ensinou que a culpa não se baseia na intenção de um coração individual, mas nas distinções de classe entre opressores e oprimidos. Essa ideologia venenosa está se infiltrando em ministérios e igrejas e já tem se alastrado em escolas públicas. (p.320) 

Onde o cristianismo ensina que a maior necessidade da humanidade é a salvação por causa de seu pecado, a TCR ensina que é o poder sobre seus opressores. Os dois grupos na TCR não são, como na Bíblia, pecadores e santos, mas vítimas e opressores. A TCR encoraja o ressentimento coletivo no primeiro grupo e a culpa coletiva no segundo, sem nunca lidar com o coração individual. Em vez de abraçar a unidade em Cristo, ela encoraja a divisão através da etnia, colocando grupos uns contra os outros. Ela instila suspeita e amargura, incentivando seus devotos a ler preconceito e agressão secreta onde não havia nenhuma intenção má. 

Este movimento está treinando pessoas no medo, na suspeita e na amargura prometendo uma utopia terrena sem Deus. 

6. ABUSO SEXUAL ENTRE ADULTOS (DIFERENÇA DE PODER) 

Este movimento descreve o abuso sexual entre adultos como uma situação baseada em “diferença de poder”. O que é isso? Seguindo a linha marxista, o abuso é cometido entre alguém que é considerado um “opressor” e alguém que é “oprimido”. A interação sexual entre adultos é pecado ou abuso com base não no consentimento, mas no desequilíbrio de poder. O problema é que essa ideia retira a responsabilidade pessoal da pessoa que não tem poder. Por exemplo, a história de Davi e Bate-Seba deve ser entendida como uma história de estrupo, pelo fato de Davi ser um rei, ou seja, o “opressor” e Bate-Seba a “oprimida”? 

Claro que não! Isso é uma interpretação errada, pois Jesus não diz a mulher adúltera de João 8 ou à mulher junto ao poço de Joao 4 para ir e não ser mais emocionalmente manipulada por homens poderosos. Ele não repreende os líderes religiosos de Lucas 7 afirmando que a mulher que lavou seus pés deveria ser categorizada como vítima porque seus atos ilícitos ocorreram dentro de um sistema no qual a disparidade de poder favorecesse os homens em detrimento das mulheres. 

José era descrito como um homem bonito na Bíblia e isso o fez alvo da esposa de um dos homens mais poderosos do Egito. Mesmo tendo um cargo ali, José ainda era um escravo estrangeiro e assim que a mulher tentou seduzi-lo, José não presumiu que o desequilíbrio de poder naquela situação tiraria sua responsabilidade pessoal de se deitar com ela, ao contrário, ele diz: “Como, pois, cometeria eu tamanha maldade e pecaria contra Deus?” (Gn 39:9). 

A ideia de que a falta de poder retira a responsabilidade do pecado voluntário e consciente não se encontra em lugar nenhum na Bíblia. Posto isto, que fique claro que toda e qualquer agressão sexual ou abuso é uma ofensa contra Deus e cabe a igreja não só condenar tais atos, como também tomar medidas cabíveis, respeitando o devido processo legal, para que os culpados sejam levados a justiça e para evitar que aconteça de novo. 

7. IDEOLOGIA DE GÊNERO (MOVIMENTO LGBTQIA+) 

Megan Basham conta em seu livro Pastores à Venda que uma família cristã estava tendo problemas com seu filho depois de começarem a frequentar uma igreja de sua cidade. Mesmo sendo matriculado em uma escola cristã, a escola informou aos pais que seu filho estava fazendo proselitismo aos alunos pela posição de que a homossexualidade e transgenerismo eram compatíveis com o cristianismo. Depois de muita investigação eles descobriram que o líder de louvor da igreja estava influenciando os jovens com visões progressistas recomendando que ouvissem podcasts que afirmavam a ideologia LGBTQIA+. 

Infelizmente muitos pastores já estão argumentando que os cristãos não deveriam confrontar a homossexualidade, mas acomodá-la, incentivando e encorajando casais gays a se casarem na igreja contrariando passagens bíblicas como 1Coríntios 6:9-11, Levítico 18:22 e Romanos 1 que afirmam ser atos pecaminosos. 

A Fundação Arcus é a instituição que mais financia inciativas LGBTQIA+ nos EUA. Eles observaram que o maior obstáculo para as constantes derrotas legislativas para aprovação de suas pautas era o cristianismo. Com isso eles passaram a doar milhões de dólares para treinar líderes religiosos a se tornarem defensores de pessoas LGBTQIA+. Seu propósito é reformar o ensino da igreja sobre orientação sexual e identidade de gênero entre comunidades conservadoras e evangélicas. Seu objetivo é mudar todas as igrejas do mundo, não importando quão conservadoras seja sua teologia. 

A autora Rosaria Butterfield conta em seu livro Cinco mentiras da nossa era anticristã como deixou o lesbianismo quando se tornou cristã e como o mundo tem oferecido uma falsa paz neste assunto. O cristianismo gay nas igrejas nega ao pecador sexual a chance de arrependimento, e sem arrependimento não há salvação. Um casamento homossexual não pode ser santificado como um casamento heterossexual, pois viola a ordem da criação (Gn 1:27). 

Muitos pastores estão sussurrando timidamente o que a Bíblia diz sobre sexo, sexualidade e casamento, pois isto pode lhes custar posição social ou até mesmo uma batalha judicial de anos. Muitos pastores estão matando as ovelhas de fome para apaziguar bodes (Jo 10:12-13). Como disse Calvino: “A ambiguidade é a fortaleza dos hereges”. Estes sussurram verdades, enquanto um verdadeiro exército de lobos treinados está se infiltrando sorrateiramente entre as ovelhas e gritando suas ideologias progressistas. São mais de 10 mil ativistas realizando a missão da Arcus de reformar igrejas evangélicas conservadoras para que não mais ensinem a sã doutrina. 

Por que estamos obscurecendo a verdade que nos resgatou para outros pecadores? Temor de homens? “Quem teme ao homem arma ciladas, mas o que confia no Senhor está seguro” (Pv 29:25).

CONCLUSÃO 

Houve dois homens que viveram em Londres no século 19 com visões diferentes: Charles Spurgeon e Karl Marx. Spurgeon reconheceu o perigo em sua época e perseguiu o socialismo repetidamente. A “religião” de Marx desejava suplantar o cristianismo. A filha de Marx perguntou para Friedrich Engels, o coautor, com seu pai, de O manifesto comunista, quem era a pessoa que ele mais odiava no mundo, então ele respondeu com uma única palavra: Spurgeon. 

Spurgeon necessariamente se interpunha no caminho de tais ideologias, lembrando ao mundo que a maior necessidade humana não era um projeto social ou poder sobre seus opressores, mas perdão de seus pecados. O verdadeiro cristianismo promove não a queixa, mas a gratidão. 

É nosso dever “batalhar pela fé” (Jd 3), porém, o cristão covarde não quer participar desta batalha, não quer sair de sua zona de conforto preferindo conceder mais território para falsos mestres que desejam atualizar a Bíblia para aprovação cultural, transformando em “libertinagem a graça de nosso Deus” (Jd 4). 

“...Irão vossos irmãos à guerra, e ficareis vós aqui?” (Nm 32:6). Por que se juntar a Elias e ganhar a reputação de perturbador de Israel (1Reis 18:17-18) quando se pode ficar quieto e ser estimado por todos? 

Nada no mundo é tão tentador a um cristão quanto largar seus remos de resistência e flutuar nas marés culturais. Isso é especialmente verdadeiro quando sabemos que o terreno firme das Escrituras em que estamos pisando tem se tornado cada vez mais uma ilha deserta (p. 184) 

Os lobos de Satanás em pelo de cordeiro se infiltram secretamente na igreja por uma razão: impedi-la de arrancar mais almas do inferno. Mas quando os enfrentamos com a coragem de Cristo, não é preciso muita força, riqueza ou astúcia para superá-los.

 

REFERENCIAL TEÓRICO 

BASHAM, Megan. Pastores à venda: como líderes evangélicos negociaram a verdade pela agenda esquerdista. São Bernardo do Campo: Trinitas, 2026.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Construindo hábitos

A motivação é como a lua: cresce e diminui, mas isso não significa que não possamos ser produtivos e ativos quando a nossa motivação for pouca. Ela é importante para o pontapé inicial, mas o hábito é o que nos faz perseverar.

Os hábitos são elementos importantes na aquisição de virtude. Nas Escrituras, os hábitos estão presentes na vida do salmista que busca a Deus pela manhã, na vida de Daniel, quando ora três vezes ao dia, do Senhor Jesus em seus momentos de solitude para orar, nas celebrações e rituais estabelecidos para o povo de Deus no AT etc. 

A inconstância tem um custo alto. Nossa inconstância nos métodos de uma dieta, nos estudos, na educação dos filhos, no aprender a tocar um instrumento musical, promove cansaço sem resultado. 

Tiago nos diz que o homem inconstante em seus caminhos é como à onda do mar agitada pelos ventos, e não alcança coisa alguma (Tg 1:6-8). A indisciplina é reflexo de um coração autocentrado e apegado aos prazeres fáceis. 

Pessoas indisciplinadas se entregam a prazeres imediatos e fáceis porque não desejam esperar. A nova geração deseja realização profissional imediata, porque não querem assumir responsabilidades sabendo que a gratificação pode vir após anos de semeadura.  

Talvez você seja uma pessoa disciplinada no trabalho ou na academia, mas existem outras áreas de sua vida como compras, comida e bebida que estão fora de controle e que tenderão atingir outras áreas. 

Como podemos crescer no cultivo dos hábitos? Vejamos 4 leis para o cultivo de hábitos de James Clear autor de Hábitos Atômicos: 

  1. Torne o hábito claro
  2. Torne o hábito atraente
  3. Torne o hábito fácil
  4. Torne o hábito satisfatório 

1. Torne o hábito claro. A falta de clareza dificulta o cultivo de hábitos. Considere o hábito de fazer devocional diária, você deseja ler a Bíblia todos os dias, mas não estabelece a execução do comportamento, o horário e o local. Defina a execução (comportamento) a hora e o local. 

2. Torne o hábito atraente. Como vivemos na era do imediatismo, investir tempo e energia em tarefas que, aparentemente, não produzem recompensas imediatas podem não ser atraentes. Por exemplo, conduzir um culto doméstico com filhos pequenos e desatentos, reservar um dia da semana para conversar assuntos importantes com sua esposa ou fazer uma atividade física por uma hora. 

Nem sempre o retorno é rápido. As coisas mais valiosas levam mais tempo e energia, mas se não enxergamos o valor, será difícil cultivar o hábito. Faça com que o hábito seja desejado estabeleça uma motivação junto ao hábito. 

Por exemplo, se você deseja crescer no hábito de leitura bíblica, cerque-se de pessoas que amam a Palavra de Deus. Se você deseja organizar as finanças do mês com seu cônjuge, realize o encontro com uma boa pizza para despertar o interesse. 

3. Torne o hábito fácil. Quanto maior for o número de passos entre você e a prática, maior será a dificuldade de mantê-la. Quando elaboramos processos muito complexos teremos dificuldades de perseverar em algo dificultando o que deveria ser simplificado. 

Faça o culto doméstico de forma simples, não tente fazer algo muito elaborado se não você vai desistir. Se você deseja construir o hábito de beber mais água, tenha sempre uma garrafa de água à mão, diminua o número de passos entre você e água. Se você deseja ler a Bíblia todas as manhãs, deixe sua Bíblia perto de você para facilitar o acesso. Se você deseja acordar cedo para andar de bike, deixe a sapatilha e as roupas de ciclismo organizadas um dia antes, pois se você ficar procurando as coisas antes de sair, poderá desistir de se exercitar. 

4. Torne o hábito satisfatório. Não tente romantizar hábitos que serão executados através de esforço e dificuldade em circunstâncias desafiadoras. Como podemos tornar hábitos difíceis em práticas mais satisfatórias? Adicionando pequenas recompensas. 

Existem hábitos que podem demorar para gerar frutos, por isso pequenas recompensas podem agregar satisfação mais imediata. Celebre pequenas conquistas (diária, semanal ou mensal) que ajudarão a contribuir para mater o foco e o ânimo. Por exemplo, você pode tirar um dia da semana para ir em um bom restaurante, tomar um bom vinho ou comer aquele doce autorizado pelo seu nutricionista etc.

 

CONCLUSÃO 

“Sucesso não é conquistar muito, assim como produtividade não é fazer muito. Sucesso é cumprir o que Deus nos chamou para fazer, ainda que não vejamos resultados imediatos disso” (Allen Porto). 

A parábola do jovem rico nos lembra de um homem bem-sucedido, seus campos estavam produzindo com muita abundância, mas algo essencial faltava em sua vida: Cristo (Lc 12:16-21). 

Lembre-se, nossa motivação final precisa ser o amor a Deus e ao próximo. Hábitos são pequenos tijolos em uma construção gradual de algo que glorificará ao Senhor. 

 

REFERENCIAL TEÓRICO 

CHALLIES, Tim. Faça mais e melhor: um guia prático para a produtividade. São José dos Campos: Fiel, 2018. 

PORTO, Allen. Produtividade Redimida. São José dos Campos: Fiel, 2024.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Otimistas vs pessimistas - e o orgulho

Os otimistas confiam na força do seu braço. Eles veem os projetos como desafios pessoais e por isso se esforçam bastante. Muitas vezes não estão conscientes de suas limitações e acabam se expondo ao esgotamento.

Dizem muito “sim” e pouco “não”. Costumam atropelar as pessoas no processo por estarem mais focados em cumprir seus objetivos do que manter bons relacionamentos. Em algum momento se frustrarão. 

Por outro lado, os pessimistas lidam com novas ideais com desânimo. Eles encaram os projetos com um peso insuportável. 

Eles possuem alguma consciência de suas limitações, o que é bom, porém, a ênfase em suas limitações pode se tornar exagerada a ponto de acreditarem que todo esforço é inútil. Seu lema pessoa é: “Isso não vai dar certo”. 

Embora possuam reações opostas, otimistas e pessimistas têm uma base comum. Ambos estão centrados em si mesmos: egoístas. 

O otimista é um ativista que realiza muitas coisas. Ele busca validação e segurança tentando firmar sua identidade em suas realizações, mas um dia a conta chega. Planos frustrados e um corpo quebrado pelo excesso de atividade. 

O pessimista é um procrastinador, foge das responsabilidades com o desejo de se preservar. Mas, chegará o dia que os projetos não concluídos o consumirão, junto com o sentimento de culpa e inutilidade. 

“Deus resiste aos soberbos, mas da graça aos humildes” (Tg 4:6). Nosso orgulho não produz somente esgotamento ou culpa, mas oposição a Deus, pois quando buscamos ocupar o centro do mundo e viver para nossa glória, estamos em oposição ao Senhor. 

 

REFERENCIAL TEÓRICO 

PORTO, Allen. Produtividade Redimida. São José dos Campos: Fiel, 2024.

sábado, 24 de janeiro de 2026

Procrastinação

A procrastinação pode ser definida como a fuga ou o adiamento de tarefas que estão sob nossa responsabilidade, por meio de realização de outras atividades que especialmente envolvem uma dose de dopamina.

Em vez de gastar tempo e energia em algo difícil, queremos realizar atividades fáceis que tragam recompensa imediata. Abrimos o WhatsApp ou ficamos rolando a timeline em redes sociais. 

A estimulação mental por meio de redes sociais ou portais de notícias não traz descanso. E se não houve descanso, não houve uma recarga de ânimo e energia. O resultado é uma mistura de cansaço com ressaca moral. 

Existem três causas da procrastinação: preguiça, perfeccionismo e ira. Estas três causas além de nos desviar do foco, nos fazem fugir das responsabilidades e buscar pequenas distrações. 

A preguiça é a manifestação concreta do egoísmo. É a priorização do conforto pessoal imediato em detrimento do serviço. É a negação do chamado em nome da autopreservação. É a fuga das responsabilidades e a busca por facilidade. 

O perfeccionismo luta pelo controle total dos meios e resultados de sua ação. Ele busca um padrão de excelência no serviço. Mas, esse padrão é elevado a um nível impossível de ser atingido. 

Por tornar a tarefa pesada demais, o perfeccionista busca pequenas distrações que o protejam do peso insustentável das tarefas perfeitas. “Se você exigir perfeição ou nada, ficará com nada” (Francis Scheffer). Com o tempo ele mata a produtividade seguindo o caminho da procrastinação. 

Assim como o perfeccionista, o irado deseja ter o controle. Deseja ser o Criador, e não a criatura. A ira consome sua energia e o move para a procrastinação. A coisa deve ser do seu jeito, ou nada feito. Quando sua vontade não é feita, ele abandona suas responsabilidades por completo. 

O descanso nunca vem pela procrastinação, ao contrário, ao fugirmos das responsabilidades, ficamos com um acúmulo de tarefas atrasadas e um senso de culpa crescente. 

Pessoas indisciplinadas se entregam a prazeres imediatos e fáceis porque não desejam esperar. A nova geração deseja realização profissional imediata, porque não querem assumir responsabilidades sabendo que a gratificação pode vir após anos de semeadura. 

 

REFERENCIAL TEÓRICO 

PORTO, Allen. Produtividade Redimida. São José dos Campos: Fiel, 2024.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Workaholic: viciado em trabalho?

O ritmo da vida contemporânea privilegia a correria, e tem movido a maior parte da população ao estilo de vida workaholic, dominado pelo trabalho incessante. 

Pessoas viciadas em trabalho seguem um estilo de vida do coelho de Alice no País das Maravilhas: sempre correndo e sempre atrasado. 

Uma pessoa com uma identidade frágil tenta compensar essa fragilidade trabalhando muito. As obras servem de validação pessoal e fortalecimento da sua identidade. 

Aqueles que não estão seguros do amor de Deus e do seu valor em Cristo (Cl 3:12), se utilizam do trabalho como fonte de valor e significado. Seu valor e sua identidade dependem de sua produtividade e de sua performance. 

Aí está o problema, se o seu valor depender do seu trabalho, o que acontecerá quando ficar doente? Uma pessoa sem valor afundando em depressão. 

Os workaholics acreditam que o mundo depende deles. Seu coração luta para obter controle sobre situações e pessoas (orgulho). Aquele que acredita que o controle está em suas mãos morrerá esgotado e frustrado. 

O ritmo da graça é diferente. Deus nos ensina sobre tempo, ritmo e rotina saudáveis. Se você pensa que descansar é para os fracos, então você precisa parar para ouvir o que Deus fala sobre o descanso. 

A realidade estruturada por Deus desde a criação do mundo em Gênesis 1 e 2 envolve ciclos de trabalho e descanso. Você precisa aprender a descansar para aprender a produzir. 

Precisa reconhecer suas limitações e crescer em humildade. Humildade para entender que Deus continua sua obra mesmo quando você descansa, pois descansar é uma responsabilidade. 

Aliás, um dos pilares da produtividade é a energia, e quando falamos de energia, destacam-se três aspectos fundamentais: alimentação, sono e atividade física. Um sono prejudicado afeta a capacidade de recuperar as energias e reorganizar a mente. 

Certa vez, David Murray, autor do livro “Reset”, perguntou para um psicólogo cristão como ele tratava as pessoas com depressão e ansiedade, ele respondeu: “Eu lhes dou três pílulas: bons exercícios, bom sono e boa dieta”. 

O mundo seguirá sem os nossos "esforços maravilhosos". Quando não descansamos ficamos orgulhosos, irados e ansiosos. Será inútil levantar cedo, dormir tarde e trabalhar demais, pois o Senhor concede casa, segurança e alimento para aqueles a quem ele ama enquanto descansam (Sl 127:1-2). 

Lembre-se, nossa correria é resultado de orgulho, identidade frágil e buca por controle. Reconheça suas limitações. Quando somos jovens aguentamos facilmente um ritmo intenso de vida, mas a idade chega e o tempo cobra seu preço. 

 

REFERENCIAL TEÓRICO 

PORTO, Allen. Produtividade Redimida. São José dos Campos: Fiel, 2024. 

MURRAY, David P. Reset: Vivendo no ritmo da graça em uma cultura estressada. São José dos Campos: Fiel, 2018.

terça-feira, 2 de setembro de 2025

“No lugar do juízo reinava a maldade” (Ec 3:16)

Nenhum sistema judiciário é perfeito. A justiça humana nunca é plenamente imparcial. Culpados escapam com penas leves, sejam assassinos, corruptos, bandidos, sequestradores, enquanto há casos de inocentes indo para cadeia.

Governos oprimem, pais oprimem, professores oprimem, bandidos oprimem. E os oprimidos seguem muitas vezes sem ninguém para enxugar suas lágrimas. Não há consolo, em parte porque não há justiça (Ec 4:1). 

“Deus julgará o justo e o perverso, pois há tempo para todo propósito e para toda obra” (Ec 3:17). Deus não é cego à injustiça e a opressão, ele não é como a estátua da Senhora Justiça com venda nos olhos entalhada em frente ao STF em Brasília. 

A paciência de Deus serve para nos dar tempo para perceber e refletir acerca de quem somos. Se não fosse a sua bondade e misericórdia ele já teria limpado toda a sujeira deste mundo, e todos nós já teríamos sido extinguidos sem chance de salvação. 

Nosso Senhor leva o pecado a sério e a cruz é a nossa esperança. Haverá tempo de justiça. Deus está atento, e toda poeira da corrupção será limpa. 

Se está a seu alcance promover justiça como pai, como líder eclesiástico, como chefe, como parte do sistema judiciário, como policial, então promova (Mq 6:8). Seja sal da terra e luz do mundo.

 

REFERENCIAL TEÓRICO

NETO, Emílio Garofalo. Isto é filtro solar: Eclesiastes e a vida debaixo do sol. Brasília: Monergismo, 2020.

terça-feira, 26 de agosto de 2025

Adoração ao Imperador e a Idolatria do Estado hoje

Cerca de oito anos após a composição (entre 55 e 57 d.C.) da Carta ao Romanos, os cristãos começaram a ser perseguidos pelo imperador Nero. Eles foram considerados “ateus” por adorarem somente a Cristo, ao invés de uma representação humana, ou seja, o imperador.

Os cristãos eram perseguidos, torturados e mortos pelos crimes de lesa-pátria e lesa-majestade. Eles entendiam que somente Jesus Cristo era o único Senhor. A lealdade dos cristãos pertencia e pertence exclusivamente a Deus. 

Os imperadores eram adorados no mundo romano. Exigiam ser reconhecidos como senhor. Eles eram cultuados como se fossem divinos. O imperador era uma espécie de ditador militar que comandava todas as legiões romanas, unidades militares espalhadas por todo império. 

O Estado liderado por partidos de esquerda (comunismo/socialismo) também exige essa lealdade hoje. Na China as igrejas vinculadas ao Movimento Patriótico das Três Autonomias, braço oficial do Cristianismo sancionado pelo Partido Comunista Chinês passaram a ser obrigadas a entoar hinos em louvor ao partido antes da bênção final dos cultos de domingo. 

No contexto da carta de Paulo, especificamente Rm 1:20-23, quem é que adorava homens corruptíveis, imagens de estátuas, imagens de animais símbolos das legiões? Os que serviam os poderosos em Roma e seus símbolos de autoridade. 

Nero era conhecido por seus vícios, por sua petulância, libertinagem, luxo, avareza e crueldade. Registros históricos dizem que ele mantinha relações sexuais incestuosos com sua própria mãe.  Não é exatamente esse tipo de comportamento descrito em Romanos 1:20-32? 

“Por isso, Deus os entregou à impureza sexual, aos desejos do coração deles, para desonrarem o corpo deles entre si” (Rm 1:24). “Tornaram‑se cheios de toda sorte de injustiça, maldade, cobiça e depravação. Estão cheios de inveja, homicídio, rivalidades, engano e malícia” (Rm 1:29). “Caluniadores, inimigos de Deus, insolentes, arrogantes e presunçosos; inventam maneiras de praticar o mal” (Rm 1:30). 

Estes poderosos estavam e ainda estão debaixo da ira santa de Deus (Rm 1:18). Aquele que para os homens, eram divinos, poderosos e alvos de cultos, adoração e temor não são nada perante o Altíssimo. 

Muitas pessoas, mesmo sabendo de toda impiedade, injustiça e degeneração da verdade praticadas por estas líderes, ainda assim aprovam estas coisas condenas por Deus, e serão julgadas por Ele (Rm 1:18,32).


REFERENCIAL TEÓRICO

FERREIRA, Franklin. Contra a Idolatria do Estado: O papel do cristão na Política. São Paulo: Vida Nova, 2016.

quinta-feira, 21 de agosto de 2025

Supremacia do Estado disfarçada de Democracia

Em Romanos 13:1 é dito que Deus institui todas as autoridades e que devemos sujeição a elas. Porém, como saber se uma autoridade é legítima, à luz de Romanos 13:1-7? 

Já que Deus estabelece a autoridade, entende-se que essa autoridade tem um poder derivado e limitado.

As autoridades foram instituídas por causa da maldade, como um remédio para o pecado. Sem pecado não teria havido magistrado, tribunal de justiça e nem ordem do Estado. Quem usa muletas quando as pernas estão sadias?

Em Romanos 13:4 Paulo diz que a autoridade é estabelecida como uma espécie de servidor (diáconos) para recompensar aquele que faz o bem e para punir o mal.

Portanto, a autoridade legítima é aquela que recompensa atos bons e pune a maldade, e para isso pagamos impostos (Rm 13:6). Caso contrário, ela perde sua legitimidade. A igreja não somente pode, como deve advertir e exortar o Estado corrupto.

Temos um imenso desafio em nosso país, onde o mal tem sido relativizado e premiado pelo atual governo que persegue até pastor, enquanto milhares de brasileiros morrem por ano por arma de fogo, e ainda somos extorquidos por uma carga brutal de impostos sem retorno.

O papel do Estado não é igualar as pessoas, o que já se provou uma impossibilidade histórica. Seu papel é proteger e recompensar os bons e punir os maus, como ministro de Deus (Rm 13:6).

Onde as autoridades tenham se degenerado em despotismo e abuso de poder a liberdade deve ser defendida e as autoridades refreadas por meios legais. Há limites para o Estado.

A luta pela liberdade é permissível e um dever de cada indivíduo. Um governo que oprimi a liberdade de consciência e censura a liberdade de expressão de seu povo está quebrando a si mesmo e a sua força nacional.

Devemos agradecer a Deus pela instituição do Estado e orar pelas autoridades como meio de preservação legal da maldade, mas, ao mesmo tempo, é preciso sempre vigiar contra o perigo que está escondido no poder do Estado para nossa liberdade pessoal.

 

REFERENCIAL TEÓRICO

FERREIRA, Franklin. Contra a Idolatria do Estado: O papel do cristão na Política. São Paulo: Vida Nova, 2016.

KUYPER; Abraham. Calvinismo. São Paulo: Cultura Cristã, 2014.

quarta-feira, 6 de agosto de 2025

“Se queres paz, prepara-te para guerra”

  

A Bíblia nos ensina sobre a nobreza da posição dos magistrados em Romanos 13. Nele é dito que o governo civil é ordenado por Deus (Rm 13:1), e opor-se a ele significa opor-se a Deus (v.2); ele é ministro de Deus para punir o criminoso e valorizar o cumpridor da lei (v.3-4); e a ele devemos obediência, pagando tributos para que haja segurança pública.

Mas em casos de governos que abusam de poder, as autoridades políticas podem e devem se opor a certos tipos de governos corruptos para restaurar a ordem política. A Bíblia autoriza à desobediência civil em casos de conflitos entre as leis de Deus a as leis dos homens (Êx 1:15-21; Js 2; 1Sm 22:17; Dn 3, 6; At 4:18-20; 5:27-29. 40-42). Por isso protestos públicos e pacíficos não são contrários a moral cristã. 

No passado, no livro do profeta Habacuque, é registrado que os líderes de Israel não obedeciam a lei de Deus (Hc 1:4). A pior coisa que uma pessoa justa poderia fazer naquele momento seria apelar para o tribunal do seu país devido à corrupção dos oficiais.

Então Deus diz para o profeta olhar para o cenário internacional (Hc 1:5), pois o juízo de Deus viria sobre eles de fora, pela Babilônia. O opressor receberia da mão de Deus a justa retribuição (Dt 32:35,41).

A guerra por soberania ideológica sempre disfarçada de “democracia”, é uma tentativa de ser Deus, para se obter o controle sobre as pessoas e situações. A esquerda (comunismo, socialismo) não aceita a pluralidade partidária, a alternância de poder ou dissenso. Toda voz discordante do esquerdismo é regulada, barrada, proibida e ridicularizada.

Pergunte para um missionário cristão como é realizado um culto em um país comunista, se é em liberdade ou escondido das autoridades. Pergunte para um venezuelano como é viver em um país socialista, onde um frango inteiro pode custar mais que um salário mínimo.

Em Juízes 13 é descrito que o povo de Israel estava vivendo em opressão nas mãos dos filisteus por 40 anos. O povo de Deus estava vivendo tempos aparentes de paz, mas isso não era verdade, pois era um tempo de opressão, domínio e sujeição forçada a um povo que odeia o Senhor.

Então Deus levantou Sansão. Mesmo ele sendo um homem imperfeito e cheio de falhas, ele era o caminho que Deus estava provendo para livrar seu povo. Deus colocou inimizade entre seu povo e os filisteus para libertá-los, levando-os para uma verdadeira paz, mas para isso seria necessário fazer uma guerra. “Se queres paz, prepara-te para guerra”.

É mais fácil ceder em nossas crenças para sermos amados pelo mundo e podermos viver uma suposta paz, mas estar debaixo do domínio do mundo pagão não é paz, e sim prisão.

Infelizmente, muitos cristãos passam a evitar situações conflituosas para terem a aprovação da cultura onde vivem. O sangue dos nossos irmãos que sangraram no coliseu, nas catacumbas, nas prisões, nas selvas, nas ilhas, nas cidades exige que não nos conformemos.

O sangue do nosso Rei garante que a luta nunca será vã. “Glória, Glória Aleluia. Sua verdade está marchando” (The Battle Hymn Of The Republic).

Principais movimentos da agenda esquerdista

Muitos líderes cristãos estão mais preocupados com a aprovação cultural do que com a fidelidade bíblica. Ideologias progressistas financiada...