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sábado, 3 de dezembro de 2016

A obra da Criação Parte VI



 Depois de haver feito as outras criaturas, Deus criou o homem, macho e fêmea, com almas racionais e imortais, e dotou-as de inteligência, retidão e perfeita santidade, segundo a sua própria imagem, tendo a lei de Deus escrita em seus corações, e o poder de cumpri-la, mas com a possibilidade de transgredi-la, sendo deixados à liberdade da sua própria vontade, que era mutável. Além dessa escrita em seus corações, receberam o preceito de não comerem da árvore da ciência do bem e do mal; enquanto obedeceram a este preceito, foram felizes em sua comunhão com Deus e tiveram domínio sobre as criaturas (Confissão de Fé de Westminster 4:2; Gen. 1:27 e 2:7; Sal. 8:5; Ecl. 12:7; Mat. 10:28; Rom. 2:14, 15; Col. 3:10; Gen. 3:6)
Muitos cristãos acreditam que Adão teria sido um tipo de “homem das cavernas”. O capítulo 2 de Gênesis nos mostra a grandeza da intelectualidade de Adão. Este capítulo não é uma sequência cronológica do capítulo 1, mas uma narrativa mais detalhada da criação do homem e da mulher citadas no capítulo anterior. Deus criou Adão como uma grande capacidade de comunicação. No último dia da criação, o sexto dia, Deus trouxe todos os animais para que Adão desse nome a todos eles. Como vimos no estudo anterior, Deus não precisaria ter criado todas as variações, apenas os tipos básicos de cada grupo. O número de animais que Adão deu nome foi consideravelmente pequeno. Adão poderia ter levado pouco mais de 3 horas para dar nome a todos eles, pois ele não estava avaliando pequenas diferenças que são encontradas hoje nas variações existentes, mas grandes diferenças dos tipos básicos (Adauto Lourenço – Gênesis 1 & 2).
Todos nós viemos de uma única e mesma mulher como também de um único e mesmo homem. Este casal possuía material genético suficiente para produzir descendentes com variações como as que encontramos hoje (reserva genética). Adão e Eva não poderiam ter sido negros nem brancos, pois se assim fosse, hoje não teríamos a possibilidade de outras raças. A cor deles era semelhante à da pele indígena, como a dos pataxós brasileiro. Essa cor da pele é de um “bronzeado” natural, suavemente avermelhado. A Bíblia diz que Adão (‘adam), foi formado do pó da terra, literalmente, do pó do solo (‘adamah). As duas palavras ‘adam e ‘adamah vem da mesma palavra hebraica ‘adem, cujo significado é avermelhado. Adão teria a mesma cor do solo do qual ele foi formado (Adauto Lourenço – Gênesis 1 & 2).
Assim que o homem e a mulher foram criados Deus os colocou no Jardim do Édem para o cultivar e guardar (Gn 2:15). Deus concedeu ao homem o senhorio sobre toda sua criação, ele deu ao homem o papel de vice-gerente de Deus. Também lhes deu a ordem de povoar a terra, ou seja, logo após criar Eva, Deus diz a Adão para fazer sexo com sua esposa (Gn 1:28). Esse domínio exigia mordomia e responsabilidade, porém tudo isso mudou depois da queda. Com a rebeldia, o trabalho, outra ligado ao prazer e à alegria adoradora em cumprir o propósito de Deus, agora envolveria “fadiga e dor”, e a benção sobre a família foi ofuscada pela maldição do parto doloroso. Inimizade foi colocada entre marido e mulher, e a guerra entre Satanás e o Filho da semente da mulher (Michael S. Horton – O Cristão e a Cultura; Gn 3:15-19). Sobre as dores de parto também podemos interpretar todo o processo de educação de filhos. Maria sentiu a dor dessa experiência quando viu seu filho sendo crucificado (Van Groningen – Criação e Consumação, Vol. I; Jo 19:25,26).
Mesmo em face do seu juízo, Deus não desamparou o homem, ali mesmo ele anunciou o evangelho (Protoevangelho; Gn 3:15) a mensagem de um pacto gracioso que iria trazer a sua criação à salvação usando de sua graça para com o homem caído.
Se pela ofensa de um só e por meio de uma só, reinou a morte, muito mais os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça reinarão em vida por meio de um só, a saber, Jesus Cristo” (Rm 5:17).
Próximo mês aprenderemos sobre as responsabilidades e ordenanças embutidas na estrutura da criação de Deus. Chamamos estas ordenanças de mandatos. Mandato Cultural, Social e Espiritual. Até lá!

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

A obra da Criação - Parte V


 Em nosso último estudo vimos o que Deus criou no quarto e quinto dia. No quarto dia Deus trouxe à existência os corpos celestes. A maioria dos corpos celestes conhecidos e estudados pela ciência atual, como planetas, as luas, as estrelas, e as galáxias, foram trazidas a existência no quarto dia da criação. Eles não passaram por estágios evolutivos. No quinto dia Deus cria os animais que vivem na água e os animais que voam no ar. Vejamos agora o sexto dia:
6º Dia: “Disse também Deus: Produza a terra seres viventes, conforme a sua espécie: animais domésticos, répteis e animais selváticos, segundo a sua espécie. E assim se fez. E fez Deus os animais selváticos, segundo a sua espécie, e os animais domésticos, conforme a sua espécie, e todos os répteis da terra, conforme a sua espécie. E viu Deus que isso era bom. Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra. Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra. E disse Deus ainda: Eis que vos tenho dado todas as ervas que dão semente e se acham na superfície de toda a terra e todas as árvores em que há fruto que dê semente; isso vos será para mantimento. E a todos os animais da terra, e a todas as aves dos céus, e a todos os répteis da terra, em que há fôlego de vida, toda erva verde lhes será para mantimento. E assim se fez. Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. Houve tarde e manhã, o sexto dia” (Gn 1:24-31).
No sexto dia Deus criou os animais terrestres, criou o homem, trouxe os animais para que Adão desse nome a todos eles e ainda criou Eva (Gn 2:19,20). Em seis diferentes ocasiões no relato da criação, Deus declara que sua obra da criação é boa, com o clímax no último dia: “Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom” (v:31). O homem é a coroa da criação, o ser mais importante. “De glória e de honra o coroaste. Deste-lhe domínio sobre as obras da tua mão e sob seus pés tudo lhe puseste” (Sl 8:5,6). Adão e Eva, como primeiro casal, representavam o início da vida em sociedade; a tarefa deles de cuidar do jardim, a primitiva tarefa da agricultura, representa o início da vida cultural. A responsabilidade do homem era cuidar, guardar e desfrutar da criação. A política, trabalho, educação, artes, lazer, tecnologia, indústria deveriam ser desenvolvidos com os padrões estabelecidos por Deus, conforme o Mandato Cultural em Gênesis 1:28.
Somos informados desde crianças, tanto pelas nossas instituições de ensino quanto pela mídia, que todos os seres humanos evoluíram de um ancestral comum aos chimpanzés e gorilas, que viveu num passado distante de centenas de milhares ou milhões de anos, provavelmente no continente africano. A teoria da evolução humana não é nada mais que uma teoria. Essa teoria não é comprovada cientificamente. E uma teoria somente deixa de ser teoria quando ela for comprovada. O homem foi criado como imagem e semelhança de algo pré-existente: o próprio Deus. A Escritura nos diz que o que distingue o homem dos animais é precisamente a imagem de Deus. Portanto, a imagem de Deus não pode se referir ao corpo do homem nem a sua aparência. Ser a imagem de Deus significa que o homem é uma mente racional, isso significa que ele nos fez com atributos semelhantes aos seus, como justiça, amor, bondade, santidade, porém, o pecado distorceu a semelhança de Deus criada em nós, e somente através de Jesus Cristo podemos voltar até ele e vivermos para a sua glória até o dia da glorificação em Cristo quando ele voltar (Rm 8:17-23). Para que estamos aqui? Para refletirmos quem é Deus!
No próximo estudo aprenderemos sobre a origem das variações genéticas nos seres humanos. Qual seria a cor da pele de Adão e Eva capaz de produzir descendentes com todas as variações de tonalidades de peles encontradas hoje (várias raças)? E quanto tempo Adão poderia ter levado para dar nome a todos os animais domésticos, selvagens e as aves? Até lá!

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

A obra da Criação - Parte IV




Olá querido leitor, no estudo anterior vimos o que motivou Deus criar o mundo. Também aprendemos sobre o que foi criado nos três primeiros dias. Um resumo dos três primeiros dias seria o seguinte: no primeiro dia Deus cria a luz, no segundo separa as águas e cria o firmamento, no terceiro faz aparecer a porção seca, o oceano e as plantas. Agora tudo está preparado para que haja vida no planeta terra. Vejamos agora os demais dias:
4º Dia: “Disse também Deus: Haja luzeiros no firmamento dos céus, para fazerem separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais, para estações, para dias e anos. E sejam para luzeiros no firmamento dos céus, para alumiar a terra. E assim se fez. Fez Deus os dois grandes luzeiros: o maior para governar o dia, e o menor para governar a noite; e fez também as estrelas. E os colocou no firmamento dos céus para alumiarem a terra, para governarem o dia e a noite e fazerem separação entre a luz e as trevas. E viu Deus que isso era bom. Houve tarde e manhã, o quarto dia” (Gn 1:14-19).
No quarto dia Deus trouxe à existência os corpos celestes. O verbo hebraico utilizado nesta passagem foi ‘asah, que significa trazer algo à existência daquilo que já existe, ou seja, Deus está criando algo do que já havia sido criado anteriormente nos três primeiros dias. O elemento químico predominante numa estrela é o hidrogênio que também é o elemento químico predominante na molécula de água (H2O). Em Gênesis 1:2 vemos que já havia água no primeiro dia, ou seja, o elemento químico necessário para a criação (‘asah) das estrelas já existia (Adauto Lourenço – Gênesis 1&2). No primeiro dia o Senhor Deus trouxe à existência a energia manifestada em forma de radiação eletromagnética, a luz visível no espaço sideral, independe de uma estrela. A luz visível e os corpos celestes são duas coisas distintas. A maioria dos corpos celestes conhecidos e estudados pela ciência atual, como planetas, as luas, as estrelas, e as galáxias, foram trazidas a existência no quarto dia da criação. Eles não passaram por estágios evolutivos.
Os corpos celestes foram colocados em posições específicas e estratégicas para o bem do planeta Terra. Um exemplo disso seria a estrela que guiou os magos até Belém, aquela estrela seria um sinal de que o Rei dos Judeus (Jesus) havia nascido (Mt 2:2). Existem três vezes mais estrelas no céu do que os grãos de areia de todas as praias e de todos os desertos do planeta (Dr. Simon Driver; Pieter G. van Dokkum, Charlie Conroy). Essa é a grandeza do Deus Yahweh que reina sobre todo o cosmos descrita de forma tão simples.
5º Dia: “Disse também Deus: Povoem-se as águas de enxames de seres viventes; e voem as aves sobre a terra, sob o firmamento dos céus. Criou, pois, Deus os grandes animais marinhos e todos os seres viventes que rastejam, os quais povoavam as águas, segundo as suas espécies; e todas as aves, segundo as suas espécies. E viu Deus que isso era bom. E Deus os abençoou, dizendo: Sede fecundos, multiplicai-vos e enchei as águas dos mares; e, na terra, se multipliquem as aves. Houve tarde e manhã, o quinto dia. (Gn 1:20-23).
No quinto dia Deus cria os animais que vivem na água e os animais que voam no ar. É interessante observarmos que o verbo hebraico usado para criar aqui é bara’, que significa trazer algo à existência daquilo que ainda não existe. A água não produziu os animais aquáticos, foi Deus que os trouxe à existência. A vida aquática foi criada na água, ou seja, Deus não os criou de algo que já havia criado anteriormente nos três primeiros dias. O significado correto da palavra hebraica traduzida como “aves” é “criatura que voa”.
A palavra hebraica traduzida por “espécie” significa um tipo básico, o qual seria um organismo cuja forma original seria geneticamente polivalente, capaz de produzir variações. O que isto quer dizer? Que Deus poderia facilmente ter criado um único tipo básico do qual os cães, os lobos, as raposas, os coiotes, os chacais e as hienas teriam sido descendentes. Deus não precisaria ter criado todas as raças de cães que conhecemos hoje. Um único casal variante e proveniente do tipo básico original teria, ao logo do tempo, produzido as demais variações (raças). Em outras palavras, variações genéticas não são evolução! Não estamos falando de um ancestral comum como os evolucionistas propõem. Falaremos mais sobre isso no próximo artigo onde estudaremos o sexto dia, o último dia da criação. Até lá!

O jovem rico

A conversa de Jesus com o jovem rico em Marcos 10:17-22, se dá num clima de admiração e respeito . Esse é o tipo de jovem que todo pastor g...