segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025

Principais características de um pastor narcisista


O pastor narcisista é um perigo para o seu rebanho (Ez 34:1-4). Ele cuida apenas de si mesmo. Esse não é o tipo de pessoa que deveria pastorear o rebanho de Deus. Veremos a seguir algumas das principais características de um pastor narcisista..

  1. Centralizador: um pastor narcisista não consegue abrir mão do controle. Dificilmente um pastor narcisista tira férias ou um ano sabático para descansar. Sua insegurança oculta se manifesta em liderança ansiosa e hipervigilante.  
  2. Impaciente: um pastor narcisista não tem paciência com pessoas. Tudo “é para ontem”. Sua impaciência revela falta de empatia, principalmente com as limitações de outros. As pessoas são apenas ferramentas em suas mãos.
  3. Soberbo: muitos pastores narcisistas não conseguem dividir o ministério com outros de forma efetiva. Dividir o “poder” significa uma ameaça para o seu controle e sua autoridade. Ele não consegue confiar que outros possam realizar o mesmo trabalho conforme o padrão dele, devido ao seu perfeccionismo tóxico. Ele é o melhor e mais inteligente e almeja ser o centro das atenções.
  4.  Intimidador: alguns pastores narcisistas são valentões que intimidam outros e usam seu poder para exercer controle. Por incrível que pareça, estes possuem pessoas leais (em sua maior parte por medo) dentro da comunidade que se tornam defensores ferrenhos dele. Eles criam um ambiente de competição ou comparação, jogando uns contra os outros, e fazem críticas seletivas e inapropriadas.
  5.  Falsa vulnerabilidade: A falsa vulnerabilidade é uma distorção da vulnerabilidade autêntica. Parece transparência, mas serve apenas para esconder as lutas mais profundas do narcisismo pastoral. O pastor narcisista costuma falar de suas imperfeições e seus pecados de forma a cultivar a empatia de seus ouvintes e a criticar de forma calculada aqueles que ele quer colocar como vilões. Assim as pessoas passam a enxergá-lo como vítima.

Infelizmente muitos membros de igrejas com um pastor narcisista acabam passando por cima destes comportamentos arrogantes porque gostam do carisma, dos sermões eloquentes, do sucesso e da autoridade que veem no seu pastor. Sujeitam-se à persona narcisista do líder, e não a seu verdadeiro caráter. Estes líderes parecem tão seguros de si e convictos, que as pessoas costumam acreditar neles.

O problema é que o narcisismo causa muitas dores em suas vítimas. Talvez você tenha se identificado com alguma experiência ruim citada nestas características acima. Ser ferido por um pastor narcisista é um trauma doloroso.

“Se a ira de uma autoridade se levantar contra você, não abandone o seu posto; a tranquilidade evita grandes erros” (Eclesiastes 10:4 - NVI)

Se você está passando por isso, a exortação de Ec 10:4 é para que você não permita que isso se torne em um obstáculo a um envolvimento alegre e ativo na vida. Não abandone sua posição, não peça demissão por causa de um líder tirano, continue ativo e alegre, com um espírito sereno. Continue trabalhando, confie em Deus os resultados, pois ele manifestará sua justiça ao seu tempo!

Procure alguém maduro para conversar. Você pode ter se decepcionado com seu pastor, porém você poderá ficar contente em ler em Hebreus 13:20-21 que o sumo Pastor do rebanho derramou seu sangue por tua vida e para te ensinar a fazer à vontade Dele.

“Ó Deus, continua a amar os que te conhecem e a fazer o bem aos que têm um coração honesto! Não deixes que os orgulhosos e os maus me pisem e me obriguem a fugir” (Sl 36:10-11 - NTHL)

 

REFERENCIAL TEÓRICO 

DEGROAT, Chuck. Quando o narcisismo invade a igreja: cura para comunidades que sofreram abuso espiritual e emocional. São Paulo: Mundo Cristão, 2024.

domingo, 9 de fevereiro de 2025

Liderança Narcisista tóxica nas igrejas

A cultura ocidental é uma cultura narcisista. Quando o narcisismo invade o espaço da família, do trabalho ou da vida da igreja o impacto é dramático e traumático.

Uma igreja liderada por um pastor narcisista é marcada por uma história dolorosa de pessoas que escolhem poder acima do amor e controle acima da cruz. São líderes que não sabem desenvolver relacionamentos próximos saudáveis. 

Pastores narcisistas são ansiosos e inseguros. Eles não guiam as ovelhas para águas tranquilas, mas para furacões. Por trás de uma liderança forte, pode haver medo de fracasso, vergonha intensa e vícios secretos. 

O poder mantém a vergonha e o medo sob controle por um tempo. A máscara narcisista é uma armadura de autoproteção que defende o ego frágil dentro dela, mas ofende, oprime e afasta os outros. 

Infelizmente o pastorado não é mais a nobre vocação de outrora. Quando um líder narcisista é atacado, sua reação é se colocar na defensiva e fazer o papel de vítima. Embora suas declarações de missão e de crenças teológicas sejam repletas de vocabulário de serviço, abnegação, justiça e cuidado, eles fingem ter empatia. 

O narcisista é movido por vergonha. Embora ele pareça charmoso e agradável por fora, ele protege seu verdadeiro eu de sentimentos de vergonha e evita que ele seja desmascarado. A vergonha diz respeito à desvinculação interior que surge da infância. 

O narcisismo em sua forma mais extrema pode se manifestar em violência, bullying, coerção e transgressão da lei. Tudo isso impelido por um gigantesco iceberg de vergonha. O fato de o narcisista ter uma história de feridas interiores, nunca, jamais, é desculpa para o abuso que ele comete. 

Há narcisistas que são viciados em trabalho. Estes alimentam-se de aplauso e afeto. Vivem em função de conquista e têm pavor de fracasso. Caso sintam-se ameaçados, pode ocorrer o efeito Jekyll e Hyde que transforma sua aparência agradável em fúria. 

Sua raiva é acompanhada de inveja reprimida por aqueles que tentam roubar deles atenção, poder ou admiração. Essas características e tendências não são compatíveis com um seguidor de Jesus.

Há outros líderes narcisistas apegados a regras. São atraídos para a igreja em razão de uma necessidade de ter limites definidos, regras morais e segurança. Ficam desconfiados em situações de imprevisibilidade ou espontaneidade. 

Este tipo de narcisista teme a rejeição, e por isso, procura controlar sua realidade a fim de evitar ser rejeitado. Tem um posicionamento duro com as pessoas e culpa outros por seus problemas. Geralmente produzem ansiedade nas pessoas ao seu redor. 

Eles costumam dividir as pessoas em amigas e inimigas e estão sempre alertas para ameaças a sua segurança. São guardiões de sistema e ideais. São reconhecidos por sua falta de alegria. A obsessão e fixação naquilo que podem controlar os cega para seus entes queridos. 

Para terminar, vemos em Filipenses 2:5-11 o retrato do verdadeiro evangelho pelo belo exemplo de Cristo, que mesmo sendo Deus, humilhou-se assumindo natureza humana. Veio como servo, importando-se em primeiro lugar não com seus próprios direitos, mas com o bem do próximo. 

Os cristãos devem ter a mente de Cristo. Eles devem pensar como ele pensou e andar como ele andou. O tema principal de Filipenses poder ser expresso neste verso: “por humildade, considerando cada um dos outros superiores a si mesmo” (Fp 2:3). 

Filipenses é conhecida como a carta da alegria, mas é também uma carta sobre o serviço humilde em favor dos outros. Sem auto humilhação e serviço altruísta pelo próximo, a vida não tem alegria e contentamento.   

 

REFERENCIAL TEÓRICO 

DEGROAT, Chuck. Quando o narcisismo invade a igreja: cura para comunidades que sofreram abuso espiritual e emocional. São Paulo: Mundo Cristão, 2024.

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