terça-feira, 17 de abril de 2018

A suficiência de Cristo atacada pelo Neognosticismo infiltrado em nossas igrejas


A igreja está tremendamente carente de uma renovada apreciação do que significa ser perfeito em Cristo. A teologia tem se tornado cada vez mais humanista. O foco da atenção passou de Deus para as pessoas e seus problemas. O evangelicalismo está fascinado pela psicoterapia. Os distúrbios emocionais e psicológicos têm se tornado moda. Os cristãos estão cada vez mais dependentes de terapeutas e grupos de apoio. Esta moda está atacando a confiança dos cristãos na suficiência de Cristo e sua Palavra. Encontramos em Cristo plena suficiência para as nossas necessidades. Os crentes têm em Cristo tudo que precisam para enfrentar qualquer provação, qualquer tentação, qualquer dificuldade com as quais possam se deparar nesta vida.

Na igreja do primeiro século, em Colossos, existia um movimento presente naquela comunidade chamado “gnosticismo”. Eles ensinavam que a salvação não é um ato divino, e sim um processo de conhecimento, a palavra “gnose” significa “conhecimento”, esta é uma influência da filosofia grega, e estavam tentando dizer que as pessoas encontrariam a salvação através de um grau altíssimo de entendimento, uma espécie de “elite espiritual”. O tema central da carta de Paulo aos colossenses é sobre a preeminência de Cristo, e foi exatamente isso que o gnosticismo atacou, a suficiência de Cristo.

O gnosticismo não morreu, e atualmente uma tendência neognóstica de se buscar conhecimento oculto vem ganhando uma nova influência. Três traços principais do neognosticismo presentes em nossas igrejas hoje são: a psicologia, o pragmatismo e o misticismo.

Psicologia:a igreja tem visto o aconselhamento bíblico como algo ingênuo, simples e até mesmo tolo. Os neognósticos acreditam que somente os especialistas em psicologia (os que possuem conhecimento secreto) estão devidamente qualificados para ajudar pessoas com problemas espirituais e emocionais. O significado da palavra “psicologia” é “o estudo da alma”. Somente alguém que se tornou perfeito em Cristo está adequadamente equipado para estudar a alma humana. Buscar soluções que não estejam alicerçadas na Palavra e na orientação do Espírito de Deus jamais resolve qualquer problema da alma humana. As teorias da psicologia são desenvolvidas por pessoas que não acreditam em Deus, pois suas técnicas são fundamentas no pensamento de que o indivíduo, por si só, tem o poder de mudar a si mesmo, transformando-se numa pessoa melhor.

Pragmatismo: O fim justifica os meios? Os crentes estão dizendo que sim. Todo tipo de entretenimento tem sido usado para atrair incrédulos para a igreja. As pressuposições do pragmatismo são de que a igreja só pode atingir alvos espirituais através de meios carnais e que o poder da Palavra de Deus, por si só, não é suficiente, para acabar com a cegueira e dureza de coração do pecador. Creem que se a programação tiver bastante atrativos conseguirão atrais pessoas para Cristo. São técnicas que mais satisfazem os incrédulos.

Misticismo: O misticismo busca a verdade no interior da pessoa de forma a valorizar os sentimentos, a intuição, e outras sensações interiores. É uma crença que busca conhecer a verdade fora do intelecto humano, sua fonte de verdade é o sentimento espontâneo. O misticismo irracional e anti-intelectual é uma antítese da teologia cristã. Não é difícil de se perceber como o misticismo tem infiltrado nas igrejas hoje quando observamos que os sentimentos individuais e a experiência pessoal têm tomado o lugar da sã interpretação bíblica. Com frequência vemos pessoas buscando uma “revelação” particular, vemos opiniões pessoais em pé de igualdade com as Escrituras. O misticismo deixa de honrar a Deus e exalta o homem, levando a ilusão de que o erro é verdade. Alguns reivindicam terem viajado para o céu trazendo consigo novas verdades reveladas por Deus em secreto para eles. Isso tudo mina a fé dos crentes na suficiência de Cristo.

“Pois em Cristo habita corporalmente toda a plenitude da divindade, e, por estarem nele, que é o Cabeça de todo poder e autoridade, vocês receberam a plenitude”

REFERENCIAL TEÓRICO

MACARTHUR, John F. Nossa Suficiência em Cristo: Três influências letais que minam a sua vida espiritual. 2. ed. São José dos Campos: Fiel, 2007.




quarta-feira, 11 de abril de 2018

Você tem certeza da sua salvação?


A Bíblia diz que aquele que é salvo tem essa convicção em seu coração dada pelo próprio Espírito Santo (Rm 8:16). A salvação é mediante a fé em Cristo Jesus, não provém de boas obras (Ef 2:8-10). Somente em Cristo nossas obras se tornem boas obras. Para ser salvo é preciso reconhecer que sou pecador, me humilhar na presença de Deus, me arrepender e confessar meus pecados ao Senhor através do nome de Jesus (Rm 3:10-18; 5:1; 10:10).  

Certa vez um pastor foi pregar no tabernáculo de Londres, igreja fundada pelo pastor Charles Spurgeon com mais de 10 mil membros. Spurgeon não tinha costume de fazer apelos em suas pregações, e este pastor terminando sua pregação fez um forte apelo para toda igreja aceitar a Cristo. Os líderes da igreja o chamaram para uma reunião e o pastor disse: “Temos que bater no ferro enquanto ele está quente”, daí um dos líderes do tabernáculo respondeu dizendo: “Spurgeon diria que se foi o Espírito Santo que aqueceu o ferro, ele continuará quente durante a semana”. Spurgeon dizia para a pessoa que havia sentido o forte impacto da pregação da Palavra que o procurasse durante a semana, para que essa decisão não fosse tomada por um mero sentimentalismo, como tem sido em nossos dias. 

Quando perguntamos para algumas pessoas como foi seu encontro com Jesus, elas dizem que foi em uma determinada igreja, num apelo, onde fizeram uma oração para que ela recebesse o Espírito Santo. Mas, quando lemos Gálatas 5:19-26, perguntamos se a vida dela depois da conversão tem sido conhecida por obras da carne ou pelos frutos do Espírito, e muitas delas ficam confusas, muitas reconhecem que nada mudou, pois ainda continuam a viver no engano do pecado, pois não se arrependeram. 

Crer em Deus significa confiar Nele e segui-lo incondicionalmente. O céu existe como também existe o inferno, isso não é ficção. A salvação é a garantia do céu, e o único caminho para se chegar lá é através de Cristo. Depois da morte não haverá segunda chance. 

“...eis, agora, o tempo sobremodo oportuno, eis, agora, o dia da salvação” (2 Co 6:2).

sexta-feira, 6 de abril de 2018

"Vox populi vox Dei"



Nestes tempos difíceis em que vivemos, quando o julgamento de Deus se manifesta sobre nossa cultura, somos chamados a crer que Deus tem levantado instrumentos de sua providência para testemunho de sua misericórdia em todas as esferas da vida, principalmente da esfera da política.

Embora a democracia seja uma forma de governo, ela assume dimensões ideológicas quando incorpora uma crença na quase infalibilidade da vox populi (a voz do povo). Quando se alega que uma política pública é correta simplesmente porque a maioria a apoia, ela se torna uma ideologia sujeita tanto às distorções quanto aos elementos positivos. A democracia é definida como o governo do povo. A ideologia democrática alega confessar a soberania do povo, nesta ideologia, o mal é identificado não apenas com o fato de o indivíduo ser governado por quem é diferente, mas também com o de ser governado por quaisquer outros indivíduos que não ele próprio. A participação popular no governo é adequada e positiva. O cidadão tem a oportunidade de avaliar o desempenho de um governo específico, e é exatamente neste momento que quando a autoridade e a lei não têm respaldo popular, elas perdem um elemento crucial que pode colocar em xeque o seu futuro. Ao mesmo tempo é preciso entender que não é a aprovação popular que cria a lei em si. A lei e, de fato, toda autoridade é uma necessidade por causa de quem nós somos: seres humanos criados, decaídos e redimidos. Os cristãos sabem há muito tempo que a lei e a autoridade por trás dela são necessárias para conter os efeitos da nossa natureza decaída. O magistrado civil é estabelecido por Deus para “punir os praticantes do mal” (1 Pe 2:14) e como “agente de punição de ira contra quem pratica o mal” (Rm 13:4). A democracia pode ser um bem, mas não é um deus. Não devemos pressupor que a democracia seja a mesma coisa que o governo justo, mas é provavelmente a melhor forma de governo atualmente disponível na nossa sociedade.

“Naquele dia os inimigos dos judeus esperavam vencê-los, mas aconteceu o contrário; os judeus dominaram aqueles que os odiavam... pois nesses dias os judeus livraram-se dos seus inimigos, e nesse mês a sua tristeza tornou-se em alegria, e o seu pranto, num dia de festa” (Ester 9:1,22)

O jovem rico

A conversa de Jesus com o jovem rico em Marcos 10:17-22, se dá num clima de admiração e respeito . Esse é o tipo de jovem que todo pastor g...