Em Romanos 13:1 é dito
que Deus institui todas as autoridades e que devemos sujeição a elas. Porém,
como saber se uma autoridade é legítima, à luz de Romanos 13:1-7?
Já que Deus estabelece a
autoridade, entende-se que essa autoridade tem um poder derivado e limitado.
As autoridades foram
instituídas por causa da maldade, como um remédio
para o pecado. Sem pecado não teria havido magistrado, tribunal de
justiça e nem ordem do Estado. Quem usa muletas quando as pernas estão sadias?
Em Romanos 13:4 Paulo diz
que a autoridade é estabelecida como uma espécie de servidor (diáconos) para recompensar aquele que faz o bem e
para punir o mal.
Portanto, a autoridade
legítima é aquela que recompensa atos bons e pune a maldade, e para isso
pagamos impostos (Rm 13:6). Caso contrário, ela perde sua legitimidade. A igreja
não somente pode, como deve advertir e exortar o Estado corrupto.
Temos um imenso desafio
em nosso país, onde o mal tem sido relativizado e premiado pelo atual governo
que persegue até pastor, enquanto milhares de brasileiros morrem por ano por
arma de fogo, e ainda somos extorquidos por uma carga brutal de impostos sem
retorno.
O papel do Estado não é
igualar as pessoas, o que já se provou uma impossibilidade histórica. Seu papel
é proteger e recompensar os bons e punir os maus, como ministro de Deus (Rm
13:6).
Onde as autoridades
tenham se degenerado em despotismo e abuso de poder a liberdade deve ser
defendida e as autoridades refreadas por meios legais. Há limites para o
Estado.
A luta pela liberdade é
permissível e um dever de cada indivíduo. Um governo que oprimi a liberdade
de consciência e censura a liberdade de expressão de seu povo
está quebrando a si mesmo e a sua força nacional.
Devemos agradecer a Deus
pela instituição do Estado e orar pelas autoridades como meio de preservação legal
da maldade, mas, ao mesmo tempo, é preciso sempre vigiar contra o perigo que
está escondido no poder do Estado para nossa liberdade pessoal.
REFERENCIAL
TEÓRICO
FERREIRA, Franklin. Contra a Idolatria do Estado: O papel do cristão na Política. São Paulo: Vida
Nova, 2016.
KUYPER; Abraham. Calvinismo. São Paulo: Cultura Cristã,
2014.
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