terça-feira, 19 de novembro de 2024

O antídoto para a ira pecaminosa é cultivar a humildade


A humildade fortalece a ira saudável. A ira saudável ataca o mal com vigor, e ainda assim o ataque visa sempre uma missão de resgate. A ira saudável é uma ação redentiva e misericordiosa. Seu propósito maior é proteger e defender aqueles que ama.

A ira pecaminosa entroniza a pessoa como um juiz. A ira egoísta se apodera do microfone e dos protestos e raramente faz perguntas reais/honestas e escuta as respostas.

A ira é um juízo moral, mas é preciso avaliar os fatos e não se precipitar. Você está chateado com o que Deus está chateado? Você está buscando justiça redentiva ou vingança destrutiva?

A ira raramente é justa (Tg 1:20). A pessoa irada geralmente parece tão certa e tão nobre que acaba se sentindo um mártir. Seu mundo está cheio de “idiotas”, de “estúpidos” e de “pessoas egoístas e corruptas”. Ela se sente rodeada de tolos em todos os lugares.

É preciso sondar nosso coração. É muito mais fácil estar certo sobre o pecado do outro do que tirar a trave do seu próprio olho. É dolorosamente difícil admitir para si mesmo que sua ira é simplesmente errada.

Quando foi a última vez que você disse essas palavras a um membro da família, a um amigo ou a um colega de trabalho? “Eu estava errado. Me perdoe, por favor.”

A ira justa é aquela que se alinha com a de Deus e pode ser boa e construtiva (Ef 4:26). Porém, o resultado normal da ira pecaminosa é destruição e caos. Ela deixa relacionamentos tensos ou quebrados, amigos e familiares ofendidos e machucados.

 

REFERENCIAL TEÓRICO

GROVES, J. Alasdair; WINSTON T. Smith. Organize suas emoções. São José dos Campos: Fiel, 2022.

sexta-feira, 8 de novembro de 2024

Ira boa vs. ira má: o que a ira comunica?

Nossas emoções são moldadas pelo que nós amamos e valorizamos. Por isso é importante aprender a lidar com as emoções (identificar, examinar, avaliar e agir) e saber o que elas fazem (comunicam, relacionam e motivam).

O que a ira comunica? A ira diz: “Isso é errado”. A ira é uma emoção fundamentalmente moral. É por este motivo que a crença contemporânea de nossa cultura secular (woke) está perdendo cada vez mais o senso de certo e errado por considerar como o pior dos pecados o “chamar a ação de outra pessoa de errada”.

O julgamento moral e a ira justa contra o mal, são na verdade, aspectos essenciais do amor (Rm 12:9). O holocausto judeu, o abuso infantil, o assassinato e o tráfico sexual são exemplos do inferno que penetra o nosso mundo através de homens perversos.

A ira está correta em dizer que essas coisas são terrivelmente erradas. Esse tipo de ira flui do amor: a ira boa. Amar profundamente é estar profundamente irado quando as pessoas que amamos são vítimas de injustiças.

O amor e ódio são emoções inseparáveis. Aliás, o oposto do amor não é ódio, mas apatia. O mal triunfa exatamente quando os isentões apáticos ficam de braços cruzados. A ira comunica o amor protetor pelo que Deus ama.

Já a ira pecaminosa transmiti um interesse próprio que diz: “obedeça a minha lei e à minha vontade ou sofra a minha cólera”. A ira pecaminosa é um terreno elevado fabricado por minhas próprias preferências soberanas.

A ira pecaminosa oferece a experiência de fazer-se Deus, de ser o legislador, juiz, júri e ordenar o mundo de acordo com o que eu gosto. A ira más é totalmente arrogante. 

 

REFERENCIAL TEÓRICO

GROVES, J. Alasdair; WINSTON T. Smith. Organize suas emoções. São José dos Campos: Fiel, 2022.

sexta-feira, 18 de outubro de 2024

Equilibrando nossas emoções

Aquilo que amamos molda fundamentalmente o que sentimos. Mas e se as coisas que amamos e valorizamos não forem boas? Ao invés de controlar, precisamos aprender a lidar com as emoções.

As emoções vêm e vão ao seu bel-prazer. O autor do salmo 42 descreve que enquanto sua alma “tem sede de Deus” (v.1-2), ele está ao mesmo tempo lutando com suas emoções e perguntado: “Por que está abatida, ó milha alma?” (vs.5,11).

Deus nos deu emoções que na verdade são projetadas para não mudar, a menos que aquilo que amamos mude ou que o que está acontecendo com o que amamos mude. É normal e apropriado que as emoções venham imediatamente, sem escolha consciente.

Seria estranho se precisássemos consultar uma planilha com possíveis emoções e selecionar “muito feliz” ou “muito triste”. Se um amigo nos contasse boas notícias e respondêssemos: “estou tentando decidir como me sentir agora” ele ficaria magoado.

Uma “fé perfeita” não significa controle sobre emoções. Devemos falar com Deus sobre coisas que nos perturbam e nos frustram. Precisamos de um novo coração e não de mais sentimentos confortáveis, ou seja, somos chamados a lidar efetivamente com nossas emoções no dia a dia.

Existem dois extremos de tentar lidar com as emoções. O hiperemocionalismo coloca as emoções como algo mais importante na pessoa, à frente do caráter e até da fidelidade a obediência a Deus.

Já o estoicismo é associado a ser um cara durão que menospreza as emoções. Em alguns ambientes cristãos é comum ouvir frases do tipo: “a única razão para se sentir mal é se você não tiver fé suficiente”. Isso acaba pressionando as pessoas sorrirem para verem o quanto Deus é bom, quando na verdade esquecem que sentimentos negativos, como a tristeza, é algo normal de se sentir em tempos de angústia.

Igreja é um lugar de conforto na angústia, mas em ambientes em que somente as emoções positivas são permitidas as emoções negativas são reprimidas para mostrar que a fé “conquista” as emoções negativas. Quando não criamos espaço em nossa teologia para a tristeza, o medo, a ira, a culpa, a vergonha, o desânimo e etc., nossa fé se torna desequilibrada.

O processo de lidar com as emoções envolve identificar (tomar consciência daquilo que está acontecendo dentro de nós), examinar (o que elas estão dizendo e que efeito elas têm sobre aquilo que amamos?), avaliar (as emoções podem nos ajudar a revelar se algo está errado em nosso coração) e saber agir (o objetivo não é mudar as emoções, mas estar pronto para agir em prol daquilo que é eterno ao invés daquilo que é passageiro).

 

REFERENCIAL TEÓRICO

GROVES, J. Alasdair; WINSTON T. Smith. Organize suas emoções. São José dos Campos: Fiel, 2022.

O jovem rico

A conversa de Jesus com o jovem rico em Marcos 10:17-22, se dá num clima de admiração e respeito . Esse é o tipo de jovem que todo pastor g...