quarta-feira, 17 de julho de 2013

Separados pelo Espírito e enviados para a obra a que nos foi chamado



“Havia na igreja de Antioquia profetas e mestres: Barnabé, Simeão, por sobrenome Níger, Lúcio de Cirene, Manaém, colaço de Herodes, o tetrarca, e Saulo. E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Separai-me, agora, Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado. Então, jejuando, e orando, e impondo sobre eles as mãos, os despediram” (Atos 13:1-3).

Logo após a morte de Estêvão, o evangelho se espalhou pelos povos gentílicos devido a perseguição a igreja em Judá; e todos, exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judéia e Samaria. Então, estes que foram dispersos por causa da tribulação que sobreveio a Estêvão se espalharam até a Finícia, Chipre e Antioquia na Síria (At 8:1; 11:19). A palavra traduzida por “dispersos” (diaspeiro) em Atos 8:1,4 significa “espalhar sementes”, o propósito da perseguição foi exatamente para plantar os cristãos que estavam em Jerusalém em novo solo, nova terra, para gerar frutos.
Jerusalém deixaria agora de ser o centro do ministério cristão, agora Antioquia da Síria tornaria o novo centro. Paulo esteve na igreja de Antioquia durante um ano com os profetas e mestres ensinando numerosa multidão naquela igreja (At 11:26). Havia ali cinco líderes da igreja em Antioquia: Barnabé (natural de Chipre At 4:36), Simeão (provavelmente um africano de sobrenome “Níger” = “Negro”), Lúcio (de Cirene provindo do norte da áfrica), Manaém (provavelmente o irmão de Herodes Antipas) e Saulo.
O versículo 2 de Atos 13 que é o versículo chave de nosso estudo, inicia com uma ação coletiva “e servindo eles ao Senhor”. Mas como eles serviam ao Senhor? A raiz do verbo que expressa que eles “serviam” ao Senhor é “leitourgos” – o edificador (grego leitourgia = liturgia). Refere-se àquele que serve ao Senhor sendo usado por ele para abençoar e edificar o seu irmão. Eles eram “abençoadores” ou “edificadores” do corpo de Cristo. Este termo é diferente ao termo citado para os sete helenistas escolhidos para servir as mesas em Atos 6:1,2 “diakonos, diakoneo = distribuição, servir) que significa servir as necessidades do corpo de Cristo.
Note que esta característica apontada pelo texto presente na vida destes homens é o diferencial na vida de um cristão, pois eles estavam servindo a Deus em sua igreja local, eram abençoadores e edificadores, eram uma benção na igreja onde trabalhavam. Não foi por  competência intelectual, título ministerial ou conhecimento teológico profundo, mas por sua fidelidade de vida em relação aos de perto. Estes homens foram separados e enviados para uma obra missionária, porque eram benção onde atuavam. Jamais se deve enviar alguém para uma obra missionária pessoas que não são uma benção perto. Esta obra a que me refiro especificamente é ao “Plantador de Igrejas”. Se este plantador de igrejas não demonstra nenhum interesse em cooperar na evangelização no seu local de trabalho, no seu campo de ação, ele certamente não demonstrará nenhum interesse para o lugar que for enviado.
Agora eu quero fazer uma pergunta, você tem sido um leitourgos no dia a dia de sua casa? Sua esposa e seus filhos o reconhecem com esta característica? Não adianta ser um líder destacado nos púlpitos de sua igreja ou em seminários, se for um fracasso com a sua família. Tenha o testemunho de Cristo primeiramente entre os seus. Somente isto o tornará qualificado para o envio. E se nossa comunidade cristã não demonstra ser leitourgos, abençoadora com aqueles com a qual convive dia a dia, culto a culto, dificilmente fará diferença em outros lugares, jamais irá plantar igrejas. Igreja planta igrejas.
Continuando nosso estudo, o texto diz que “servindo eles ao Senhor, disse o Espírito Santo: Separai-me”. O conteúdo desta expressão “separai-me” (aphorisate), do verbo “aphorizo” também usado em Mateus 25:32 quando o pastor separa as ovelhas dos carneiros, trata-se de uma separação para uma função, ou seja, eles estariam ligados a igreja, mas agora estariam designados para uma função além da igreja local. Paulo e Barnabé seriam separados primeiramente porque foram chamados. Os líderes estavam em jejum e oração, e logo em seguida “impondo sobre eles as mãos...” trás a expressão “ epithentes tas cheiras”, que possui vasto significado. Os principais são:
  • ·         Sinal de autoridade. Significa que possuíam a autoridade eclesiástica para trabalharem em prol da igreja mesmo onde ela não estivesse presente, como comunidade.
  • ·         Sinal de reconhecimento. A liderança da igreja os reconheceria como homens dotados das qualidades e características para aquela função.
  • ·         Sinal de cumplicidade. A igreja continuaria responsável por eles, amando-os, desejando o melhor para suas vidas, até sustentando-os.
Terminando nosso estudo, onde diz “os despediram” (apelusan), do grego “apoluo” que significa “fazer as honras do envio”.  Creio que foram despedidos com um culto com a igreja reunida para enviá-los.
Concluindo, Deus tem separado nossas vidas porque ele nos chamou para sua obra na terra, na cidade onde estamos. A igreja não perde membros ela envia obreiros, ela deve entender que sua missão deve estar subordinada a Missão de Deus à “Missio Dei”. Igreja planta igrejas. Precisamos reconhecer a razão e o propósito de estarmos aqui. Fomos separados porque éramos benção onde atuávamos e hoje ele nos chamou para plantar uma igreja, uma igreja que irá futuramente plantar outra igreja. Que nossos líderes reconheçam que seus membros precisam de apoio, como sinal de autoridade, reconhecimento e cumplicidade. Impondo as mãos sobre as cabeças e abençoado os obreiros. Sem isto, o cordão umbilical é rompido. Sem jejum e oração não saberemos o que isso significa. Tudo deve ser feito para a glória de Deus, amém!




REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Lidório, Ronaldo. Plantando igrejas. Teologia bíblica, princípios e estratégias de plantio de igrejas. Cultura Cristã. São Paulo - 1ª Ed. 2007.
Wiersbe, Warren W. Comentário Bíblico Expositivo: Novo Testamento: volume I. Santo André, SP: Geográfica editora, 2006.
Bíblia de Estudo de Genebra. 2 Ed.Barueri SP: Sociedade Bíblica do Brasil; São Paulo: Cultura Cristã, 2009.

sábado, 8 de junho de 2013

Por que tarda o progresso da Igreja?


Ora, como recebestes Cristo Jesus, o Senhor, assim andai nele, nele radicados, e edificados, e confirmados na fé, tal como fostes instruídos, crescendo em ações de graças. (Colossenses 2:6,7)

O assunto de hoje é de extrema importância para o meio em que vivemos, pois vamos estudar sobre a “Heresia Colossense”. A epístola do apóstolo Paulo endereçada aos Colossenses, por volta de 60 d.C, traz como tema: “Cristo, O Cabeça da Igreja”. A heresia que Paulo atacou foi exatamente contra a desvalorização de Cristo, pois havia uma variedade de ensinamentos que ameaçava a igreja de Colossos, essas heresias desentronizavam Cristo privando da sua preeminência e supremacia que lhe é devida.
CIDADE
A cidade de Colossos ficava no vale do rio Lico, em um distrito montanhoso, era uma dentre três cidades situadas a cerca de 160 quilômetros de Éfeso. As outras duas eram Laodicéia e Hierápolis (Cl 4:13,16). Esta região era cortada por uma rota comercial muito importante, era o ponto de encontro do Oriente com o Ocidente.
Ao longo do tempo as três cidades se desenvolveram e progrediram igualmente, más, aos poucos, a cidade de Colossos foi ficando para trás, sua importância foi diminuindo e era a cidade menos importante daquela época, ou seja, para os nossos padrões hoje, não passava de uma cidade pequena.
IGREJA
Paulo não fundou a igreja Colossense nem chegou a visitá-la. Em Colossenses Cap. 1:4,9 o texto diz que Paulo apenas ouviu falar de sua fé, ele não chegou a encontrar pessoalmente com os cristãos de lá (Cl 2:1). Os crentes colossenses tinham aprendido sobre a graça de Deus por intermédio de Epafras (Cl 1:6,7), provavelmente Epafras foi o fundador daquela Igreja e foi quem ministrou nas cidades de Hierápolis e Laodicéia (Cl 4:12,13). Epafras e Filemom (Fm 1:19) se converteram a Cristo através do ministério de Paulo em Roma. Existia um grupo de Cristãos que se reuniam casa de Filemom (Fm 1:2). Paulo assumiu autoridade sobre a igreja de Colossos, embora nunca estivesse ali, ele era o “avô da igreja”.
“Deus nem sempre precisa de um apóstolo ou de um obreiro de tempo integral para começar um ministério” (Warren W. Wiersbe). Deus usou dois homens leigos para evangelizar aquelas três cidades. Éfeso era uma região maior. É isso que os cristãos de regiões urbanas maiores devem fazer, olhar para estes campos missionários de cidades pequenas para evangelizar.

QUAL O PROBLEMA DA IGREJA?
Estamos vivendo em uma era de “sincretismo”. Muitas linhas de pensamentos estão se unindo para criar uma religião superior. A mídia está tentando harmonizar todos os tipos de crenças para ligá-las a Cristo. Elas vêm se infiltrando silenciosamente em congregações, pois nenhuma delas negam Jesus, mas retêm sua preeminência. Muitas igrejas professam Jesus, mas não andam nele, existem aquelas que estão morrendo agarradas na sua doutrina e outras que estão morrendo achando que estão no fogo do Espírito. Estão retendo a cabeça do corpo, e isso pode impedir o progresso da igreja.

O PROGRESSO ESPIRITUAL DA IGREJA

1 – A igreja deve andar em Cristo
Uma igreja que não aprendeu a caminhar em Cristo fica estagnada no tempo, não consegue se mover para lado nenhum, e qualquer passo que ela der ela tende a cair porque ainda não aprendeu a andar. Ao invés dela crescer e se expandir ela é dividida. É como uma criança que está crescendo, ela tenta se equilibrar, mas nunca consegue andar muito longe, pois está se apoiando em doutrinas, filosofias humanas, fórmulas para obter vitórias e etc. Ela vive tropeçando, pois sem a luz da Palavra é impossível saber para onde ir.
“Respondeu-lhes Jesus: Ainda por um pouco a luz está convosco. Andai enquanto tendes a luz, para que as trevas não vos apanhem; e quem anda nas trevas não sabe para onde vai”
 (Jo 12:35).
Vemos na história que Noé foi um homem justo e íntegro entre seus contemporâneos, ou seja, num mundo totalmente cheio de imoralidade, ninguém vivia segundo os padrões estabelecidos por Deus, mas Noé andava com Deus (Gn 6:9), ele sabia em quem confiar, por isso Deus confiou em suas mãos uma obra grandiosa e ele confirmou sua fé em Deus, sendo instruído por Ele, andando nele. A igreja jamais deve se desviar do foco que é Cristo, mesmo que o mundo inteiro esteja vivendo fora dos padrões por ele estabelecidos, a igreja deve viver o verdadeiro evangelho que é a missão que Cristo nos confiou, pregar as boas novas da salvação para todos sem distinção.

2 – A igreja deve radicar em Cristo
A palavra radicar significa arraigar, enraizar.  A igreja deve fixar suas raízes em Jesus. Os cristãos devem arraigar na fé em Cristo. Uma igreja sem raiz muda de solo repetidamente, pois são levados “por todo vento de doutrina” (Ef 4:14).
“E, assim, habite Cristo no vosso coração, pela fé, estando vós arraigados e alicerçados em amor, a fim de poderdes compreender, com todos os santos, qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais tomados de toda a plenitude de Deus” (Ef 3:17-19).
Arraigados e alicerçados em amor para compreendermos juntamente o amor de Cristo. Em profundidade, em um relacionamento íntimo com ele. Essa plenitude de Deus só pode ser encontrada por meio do Espírito Santo, alcançando “à estatura da plenitude de Cristo” (Ef 4:13), a medida é o próprio Deus.

3 – A igreja deve edificar em Cristo
“Também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo. Pois isso está na Escritura: Eis que ponho em Sião uma pedra angular, eleita e preciosa; e quem nela crer não será, de modo algum, envergonhado” (1Pe 2:5,6).
Os alicerces são a parte mais importante da construção, se queremos crescer bem alto, conforme “à estatura da plenitude de Cristo” nossos alicerces têm que ser profundos.
Se Cristo é a pedra angular nós somos parte de uma construção, onde cada pedra tem seu valor. Somo pedras vivas que vão edificando uma casa espiritual através de Jesus Cristo. O progresso da vida espiritual da igreja significa edificar um templo onde a glória é de Cristo. Pois tudo deve ser feito por meio dele e para ele (Cl 1:16).

4 – A igreja deve crescer em ações de graças
“Seja a paz de Cristo o árbitro em vosso coração, à qual, também, fostes chamados em um só corpo; e sede agradecidos. Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração. E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai”(Cl 3:15-17).
Deve ser uma igreja que expressa gratidão a Deus pela vida e pelas bênçãos, e não pelo orgulho de se achar melhor ou mais capaz do que os outros. Tem que ser uma igreja que transborde o rio de águas vivas, cheia do Espírito Santo, que luta, que trabalha, se esforça, que sofre para que o Reino avance, seja em palavras, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai, num só corpo, numa só fé, num só coração. Semeando o amor a palavra.


CONCLUSÃO
Para que a haja progresso espiritual da igreja ela não pode jamais reter o cabeça da igreja, Cristo! Pois todo o corpo é suprido através dele, e todas as juntas e ligamentos são vinculados nele. Sem Cristo a igreja não cresce, sem Cristo não há como progredir. O crescimento procede de Deus (Cl 2:19).
A igreja que vive o verdadeiro evangelho, que progride semeando o amor, a fé, a coletividade entre os irmãos e a unidade em Cristo está em constante luta, Paulo é prova disso, quando escreveu esta carta aos colossenses ele estava preso em Roma. Existe um preço, pois o deus deste século não quer que a luz do evangelho resplandeça, e por isso ele tem cegado o entendimento de muitos, para encobertar o evangelho (2Co 4:3,4).

domingo, 2 de junho de 2013

Conhecendo a Natureza de Cristo – Parte II


Este mês estudaremos a Pessoa e obra de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele é o Mediador da Nova Aliança, do pacto da Graça (Hebreus 9: 15 e 12:24). Cristo é o mediador entre Deus e o homem sendo uma só pessoa. Como assim uma só pessoa? Cristo é Deus e homem ao mesmo tempo (1 Tm 3:16). Ele possui duas naturezas:
1.       Cristo é verdadeiramente Deus (Natureza Divina).
2.       Cristo é verdadeiramente humano (Natureza Humana).
Há nele duas naturezas, divina e humana, porém, Cristo é uma só pessoa. Vimos nos estudos anteriores que o homem foi incapaz de render obediência completa a Deus, por isso foi necessário que o nosso Redentor fosse Deus, porque só Deus é capaz de Salvar, e vencer o poder do pecado trazendo vida eterna aos pecadores. Cristo também precisou assumir uma natureza humana real, pois sem ela não poderia existir salvação, pois quem pecou foi o homem, portanto somente um homem poderia ser substituto da humanidade (1 Timóteo 2:5). Jesus sentiu sede, fome, cansaço, tristeza, e muitos outros tipos de sentimentos. Por isso Ele nos conhece melhor do que ninguém, temos um amigo verdadeiro que nos compreende e sabe das nossas dificuldades. “Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas SEM PECADO” (Hebreus 4:15). Só uma natureza divina sustentaria uma natureza humana impedindo-a de pecar. E ao mesmo tempo só uma natureza humana seria capaz de substituir o homem em sua necessidade de obediência a Deus.
Cristo realizou sua obra aqui na terra, num “Estado de Humilhação”. Este estado consistiu no fato dele assumir uma natureza humana na forma de servo e tendo que se submeter às exigências da lei. “Antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte e morte de cruz” (Filipenses 2:7-8). Existe uma frase muito conhecida que diz que, “Todo homem quer ser rei, todo rei quer ser deus, só Deus quis ser homem” (Galileu Galilei). Não existe amor igual a esse. Ele foi odiado pelos seus inimigos enquanto viveu aqui na terra, foi traído por Judas, e abandonado pelos seus discípulos, escarnecido e rejeitado pelo mundo (Isaías 53:3). Ele teve de ser tratado pelo próprio Deus como se fosse um pecador (Salmos 22:1). Ele foi firme até o fim, cumpriu sua missão, e por causa da sua justiça e do seu amor ele se entregou por nós naquela cruz que deveria ser nossa. Este é o verdadeiro herói, o verdadeiro homem, o verdadeiro Deus, e seu nome é JESUS! Tendo cumprido a penalidade da lei, Ele é coroado em Glória. E agora o vemos em seu “Estado de Exaltação”, ele ressuscitou, a ressurreição de Cristo foi corporal e sua ascensão também foi corporal e visível. Ele assumiu sua glória, seu poder, sua autoridade, assentando-se a Direita do Pai e também intercede por nós (Rm 8:34). E da mesma forma como subiu ao céu ele voltará. Teremos a segunda vinda de Cristo aqui na terra com todo o seu poder e glória (Mt 24:30). Seus filhos também ressuscitarão com um corpo incorruptível e serão semelhantes a Cristo (1 João 3:2-3). Esta será a vitória final de Cristo e sua Obra Redentora.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Fingimento e Modismo



“Um chamado à justiça, um aviso de julgamento”

Ultimamente tenho observado a forma de agir da igreja, dos “evangélicos” do nosso país, e como tem sido vergonhoso o mundo incrédulo flagrar cristãos professos entregues em seus pecados. O livro do Profeta Amós traz como tema-chave: “Um chamado à justiça, um aviso de julgamento” (Amós 5:24). Com base neste livro iremos aprender hoje o que Deus quer falar para nós cidadãos brasileiros, contra as heresias que estão sendo pregadas pelo nosso país, contra homens que estão defraudando pessoas por toda parte, contra a injustiça e a avareza e todo o luxo com que estes homens vivem se aproveitando dos pobres e obtendo lucros excessivos.
Qualquer “reavivamento” religioso que não muda as prioridades dos cristãos nem ajuda a resolver os problemas da sociedade não é, de fato, “reavivamento” (Warren W. Wiersbe). Hoje em dia, o Brasil tem tido um crescimento considerável de evangélicos no país. Porém este “avivamento” que estamos vendo, não passa de fingimento e modismo. O capítulo 4 do Profeta Amós nos relata alguns acontecimentos semelhantes ao que estamos vivendo hoje.
“Vinde a Betel e transgredi, a Gilgal e multiplicai as transgressões; e, cada manhã, trazei os vossos sacrifícios e, de três em três dias, os vossos dízimos; e oferecei sacrifício de louvores do que é levedado, e apregoai ofertas voluntárias, e publicai-as, porque disso gostais, ó filhos de Israel, disse o SENHOR Deus” (Amós 4:4,5).
Betel e Gilgal eram dois lugares de grande importância na história do povo de Israel. A arca da aliança ficou algum tempo em Betel (Jz 20:18-28). E nesta época era o “santuário do rei” onde o sacerdote Amazias o servia (Am 7:10). Gilgal foi o lugar onde Josué e o povo acampou quando entraram na terra prometida (Js 4:19). Esses dois lugares se transformaram em santuários onde o povo ia adorar seus deuses pagãos, enquanto afirmavam adorar ao Senhor. As aparências indicavam que Israel estava passando por um grande avivamento espiritual. O texto nos mostra que muitas pessoas se dirigiam a estes “lugares sagrados” levando seus sacrifícios, dízimos e cantando louvores ao Senhor (Am 5:23). Ofereciam ofertas mais do que era requerido pela lei, para provarem o quanto eram “espirituais”. Vangloriavam-se de suas ofertas voluntárias e gabavam-se de seus sacrifícios. Será que era o Senhor quem estava recebendo toda glória? Naquela época era moda fazer uma peregrinação a Betel ou a Gilgal, e ninguém queria ficar para trás. Com certeza, e o texto não nos relata nada sobre isso, este povo não confessava seus pecados, não havia quebrantamento diante do Senhor, era simplesmente um evento religioso onde os participantes se sentiam bem. O sistema era todo corrupto, e ao mesmo tempo serviam ao Senhor.
Hoje estamos vivendo um momento em que as pessoas pagam uma fortuna por ingressos para “shows de música gospel”, aliás, músicas que não engrandecem e nem exaltam o nome do Senhor, em Amós 5:23 o que para os judeus era uma bela música, para Deus não passava de barulho. Não vemos os estudos bíblicos lotados de pessoas, famílias crescendo na fé fortalecendo a igreja e o reino de Deus para testemunhar o verdadeiro evangelho. Como Judeus do tempo de Amós, estamos apenas  indo a Betel e a Gilgal e pecando!
Outro grande problema era o quadro da sociedade mostrado por Amós. Duas classes de desenvolviam: ricos e pobres. Os ricos possuíam palácios de verão e de inverno, abarrotados de objetos e móveis enfeitados de marfim (Am 3:15). Amós dirigiu-se as esposas dos líderes como “Vacas de Basã” gordas e mimadas, induziam os maridos à injustiça para poderem viver no luxo (Am 4:1). A justiça era um bem comercializado. No capítulo 8:4-6, o povo de Israel, estava roubando os pobres. Eles estavam defraudando o povo da classe pobre. Defraudar alguém significa abusar dessa pessoa, aproveitando-se de sua fraqueza, ingenuidade ou posição de inferioridade. Não havia honestidade. A desonestidade era explicita, pois eles estavam diminuindo as medidas, balanças estavam sendo adulteradas e misturavam materiais (colocando palha junto do trigo). Infelizmente é isso que essas pessoas hoje que se dizem “Apóstolos, Profetas e pastores” estão fazendo com essas pessoas. Estão se aproveitando da ingenuidade delas. O texto diz que estavam comprando os pobres por um par de sandálias. Deus não se agradou disso. E hoje estes “evangélicos”, que não são todos, estão se comportando da mesma forma.
Deus convocou testemunhas, as nações gentias, para testemunhar contra o reino do Norte, Israel, cuja capital era Samaria. O pecado de Israel era tão grande que assustava até as nações pagãs (Amós 3:9,10). O Brasil também vai testemunhar contra este grupo que tem roubado, defraudado os pobres, e isso quem está dizendo é Deus, a sua palavra. Não se assustem, pois Deus anunciou através de Amós o julgamento (Amós 3:11-15). Isso ocorreu em 722 a.C, Samaria foi saqueada e invadida pelo exército Assírio. A Lei da Semeadura é clara, colhemos aquilo que semeamos (Gálatas 6:7 e 2 Coríntios 9:6). 
O texto nos diz que eles rejeitaram a palavra do Senhor (Am 2:4), e hoje o povo de Deus tem rejeitado a sua palavra, desobedecendo seus estatutos, vivendo cada um a sua maneira, não sabem o que é reto.

“Eis que vêm dias, diz o SENHOR Deus, em que enviarei fome sobre a terra, não de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do SENHOR” (Amós 8:11).
 “Porque a ocasião de começar o juízo pela casa de Deus é chegada; ora, se primeiro vem por nós, qual será o fim daqueles que não obedecem ao evangelho de Deus?” ( 1 Pe 4:17).
Apesar de tudo isso, temos um Deus misericordioso, que disciplina seus filhos para sua restauração espiritual, assim como foi com Israel, que possamos estar atentos aos acontecimentos e nos empenharmos a amar esse Deus de todo nosso coração.
O principal de todos os mandamentos é este:
“Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força” (Mc 12:30).

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Conhecendo a natureza de Cristo




Nestes últimos meses estudamos sobre a natureza humana, vimos que Deus criou o homem para relacionar-se com ele, a sua imagem e semelhança os criou. O ser humano foi criado na suma dependência de amar a Deus de forma absoluta e de confiar na sua Palavra de forma absoluta. O homem não foi capaz de cumprir a ordem de Deus, declarando sua autonomia quando comeu do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, e por conseqüência do pecado o homem caiu num estado de miséria, mas, por iniciativa livre de Deus, ele começou a atuar em favor da redenção do homem e providenciou um salvador para a humanidade.
Que bela notícia nos é revelada em sua palavra. JESUS é o mediador da “nova aliança” (Hebreus 9: 15 e 12:24). Agora podemos voltar a ter um relacionamento com o nosso criador! Podemos servir a esse Deus com alegria, e ser chamados de amigos de Deus (João 15:15).
O homem renascido possui uma nova natureza, que é uma experiência chamada de “nascimento espiritual”. “Todo aquele que Crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus; e todo aquele que ama ao que o gerou também ama ao que dele é nascido” (1 João 5:1).
“E, assim como trouxemos a imagem do que é terreno, devemos trazer, também a imagem do celestial” (1 Co 15:49). Vimos em Romanos 5:12  que quando Adão caiu em pecado, toda a humanidade caiu com ele. “Por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram”. Você sabia que nasceu com o pecado original? (Sl 51:5) Você sabia que mesmo os bebês nascem com ele? Isso mesmo, a única cura para essa “doença horrível” é obra de Jesus Cristo, e essa é a razão da bíblia nos chamar a crer nele, e SOMENTE NELE, para a salvação.
A conversão a Jesus Cristo faz surgir uma nova natureza em nossas vidas. A natureza de Cristo, implantada no homem convertido, enfrenta a oposição da natureza adâmica, pois essa natureza terrena sempre irá lutar para permanecer com seu espaço e domínio. As duas naturezas estarão presentes no homem interior até o túmulo. Note que não houve transformação de uma natureza para outra no momento da conversão. Por isso, mesmo que renascidos em Cristo, enfrentaremos problemas e ainda sim podemos sofrer. Porém, teremos o Espírito Santo em nossas vidas que Cristo enviou para nos consolar e nos lembrar de tudo aquilo que ele nos ensina em sua palavra, direcionando nossas vidas na sua verdade (João 15:26 e 16:13).
“Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra essas coisas não há lei. E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências” (Gálatas 5:22-24). Não importam quais sejam as suas falhas e os seus defeitos, o Espírito Santo pode te auxiliar em todas as suas deficiências e pontos fracos, desde que você viva e caminhe nele (Gl 5:25). Estes frutos representam aquilo que Deus deseja de melhor para a sua vida! No próximo mês daremos continuidade neste assunto. Não perca, e até lá!

O milagre no gelo: A importância do alinhamento

Em 1980 a equipe olímpica de hóquei dos Estados Unidos ficou conhecida como “o milagre no gelo” ao vencer a seleção soviética que acumulava ...